Fortalezas cariocas

Encravados entre o mar e as montanhas, os fortes do Rio protegeram a cidade de invasões estrangeiras por mais de 300 anos e hoje funcionam como áreas de lazer e turismo
Desde que foi fundado, em 1565, o Rio esteve por séculos na mira de invasores europeus. Em busca das riquezas do novo mundo, os franceses chegaram a fundar uma colônia por aqui, a França Antártica, e desembarcaram com 5 000 homens na cidade em 1711. Todos os invasores acabaram expulsos pelos portugueses, façanha que não teria sido possível sem a proteção dos fortes. Sólidas construções encravadas na rocha, as fortalezas vigiavam a entrada de embarcações e, a qualquer sinal de invasão, disparavam seus poderosos canhões. Se a localização privilegiada antes servia para vigiar a cidade, agora permitem aos visitantes contemplar as mais belas paisagens cariocas, incluindo ângulos privilegiados do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar. Visitar as fortificações é como voltar para os tempos do Brasil colonial, sendo possível ver armamentos, utensílios e roupas usadas pelos militares naquele passado distante. Para ajudar nessa verdadeira aula de história, listamos abaixo as atrações dos fortes cariocas.

Fortaleza de São João

Construído junto com a fundação do Rio, em 1565, o forte inicialmente simples protegia o novo povoado. Encravado entre os morros Cara de Cão e do Pão de Açúcar, fica bem na entrada da baía de Guanabara e dali os militares tinham visão privilegiada tanto do mar quanto de Niterói. Transformado em museu, pode ser percorrido em 1h30 com ajuda de um guia e a caminhada passa por locais como a casamata, galeria subterrânea  usada para abrigar canhões que chegavam a pesar 25 toneladas. Onde: Avenida João Luis Alves, s/nº, Urca. As visitas devem ser agendadas previamente, pelo telefone 2586-2291 ou através do email sitiohistorico.ssj@gmail.com e acontecem de terça a domingo, das 9h30 às 12h e das 13h30 às 16h.

Forte de Copacabana

Mais recente fortificação construída, foi inaugurado em 1914 para melhorar a defesa do litoral carioca e funcionou até 1987. Apesar de ficar na agitada divisa entre Copa e Ipanema, quem passeia por ali ouve apenas o barulho das ondas quebrando nas pedras e pode admirar a vista de toda a orla da região. Silêncio que é ideal para as aulas de Tai Chi Chuan, realizadas ali pela manhã nas terças e quintas. A caminhada dura cerca de 1h e pode terminar na Confeitaria Colombo ou no Café 18 do Forte, ambos com mesas de frente para o mar e deliciosas opções de sanduíches e doces. Nos finais de semana, quando recebe até 11 mil visitantes, acontecem apresentações de MPB e chorinho (confira aqui a agenda de abril). Onde: Avenida Atlântica s/n, Posto 6, Copacabana, tel. 2521-1032. De terça a domingo e aos feriados, das 10h às 18h. R$ 4,00.

Forte Duque de Caxias (Leme)

Construída entre 1776 e 1779, a fortificação passou por reformas e foi reinaugurada há dois anos. Com 12 hectares de mata atlântica e uma vista privilegiada, o forte localiza-se no alto do morro do Leme. Para chegar ao topo, percorre-se uma estrada de paralelepípedo de 800 metros e, quem não puder, ou quiser subir a pé, conta com a ajuda de carrinhos elétricos durante os finais de semana. Do alto, avista-se o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea e toda a orla de Copacabana. A paisagem de tirar o fôlego inclui ainda o Pão de Açúcar, a entrada da Baía de Guanabara e Niterói. Outra atração são os micos, que, sem nenhuma cerimônia, saem da mata e chegam bem pertinho dos visitantes. Onde: Praça Almirante Júlio de Noronha, s/nº, Leme, tel. 3223-5076. De terça a domingo, das 9h30 às 16h30. R$ 4,00.

Fortaleza de Santa Cruz da Barra

Do outro lado da Baía de Guanabara, foi edificada onde encontra-se o atual bairro de Charitas, sendo um dos pontos turísticos mais visitados de Niterói. Obra realizada por franceses no ano de 1555, o forte foi tomada pelos portugueses após sucessivas batalhas em 1567. Nos séculos seguintes, tornou-se um dos principais edifícios militares do Brasil, protegendo o embarque do ouro vindo de Minas Gerais a caminho da Europa. A sólida edificação já foi usada como prisão, onde presos importantes como José Bonifácio eram mantidos isolados. A visita inclui salas sombrias, que entre 1831 e 1911 foram usadas como centros de tortura. Onde: Avenida do Forte, s/nº, Charitas, tel. 2711-0462.

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