Colunistas – Tony Goes

Carolina Dieckmann deveria dizer que fotos são verdadeiras

Para começo de conversa, não dá para dizer com certeza que as fotos que deixaram o Brasil em polvorosa são mesmo da Carolina Dieckmann. Pode ser que não sejam. Hoje em dia dá para fazer qualquer coisa com o computador.

Advogado confirma que fotos são de Carolina Dieckmann

Mas, mesmo que as fotos sejam falsas, sabe o que eu faria no lugar dela? Diria que são verdadeiríssimas. “Tô linda, tô gostosa, tô podendo. Lidem com isso”.

O caso já está revertendo em benefício da atriz. Carolina luta há anos contra a pecha de antipática –mais ou menos desde a época em que o “Pânico” pegou impiedosamente em seu pé. De repente, uma onda de solidariedade se ergue em favor dela: o “hashtag” “CarolinaDieckmannEstamosComVocê” virou um dos assuntos mais comentados do Twitter.

Porque, se as fotos forem mesmo dela, a coitada foi vítima de uma violência inenarrável.

Já ouvi todo tipo de teoria: alguém teria “hackeado” o celular da atriz, ou vai que o sujeito usou a mesma técnica no vazamento das fotos de Scarlett Johansson (digo sujeito porque duvido muito que tenha sido uma mulher). Se foi isso mesmo o que aconteceu, Carolina Dieckmann foi despida em praça pública. Praticamente um estupro virtual.

Também já há quem diga que foi ela mesma quem soltou as imagens por aí. Pode até ser: não há nenhuma foto realmente comprometedora ou embaraçosa. O que se vê é uma mulher no auge da beleza física, mesmo depois de ser mãe. As ligeiras imperfeições só contribuem para que tudo fique ainda mais bonito. Atenção, revistas masculinas: manerem no Photoshop, Natural é mais legal.

Como diz minha amiga Luana Piovani, Carolina está com uns “peitim gato”. Tem mais é que aproveitar o momento. Não digo que chegue ao ponto de comercializar as fotos, como fez Paris Hilton com seu vídeo pornô que vazou na internet. Mas que aceite os aplausos, a empatia e até mesmo o desejo dos fãs.

Tony Goes tem 50 anos. Nasceu no Rio de Janeiro mas vive em São Paulo desde pequeno. É publicitário em período integral e blogueiro, roteirista e colunista nas horas vagas. Escreveu para vários programas de TV e alguns longas-metragens, e assina a coluna “Pergunte ao Amigo Gay” na revista “Women’s Health”. Colaborador frequente da revista “Junior” e da Folha Ilustrada, foi um dos colunistas a comentar o “Big Brother 11” na Folha.com.

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