A foto de hoje

A NOTÍCIA DA PRESERVAÇÃO da capela do quartel da PM que será demolido na Rua Evaristo da Veiga, Centro do Rio, fez a coleguinha e escritora Ana Arruda Callado lembrar outra história. É que, para a construção do quartel, uma joia da cidade foi dizimada: o chafariz de Mestre Valentim com as estátuas de Eco e Narciso. As esculturas seriam resgatadas pelo Jardim Botânico, mas…. ficaram muito longe uma da outra. Antonio Callado (1917-1997), o grande acadêmico, de quem Ana é viúva, fez, nos anos 1990, uma campanha para juntá-las — e, graças a ele, as estátuas foram postas na posição original (veja na foto). Seu apelo romântico era para que Eco não perdesse Narciso como na mitologia. Diz a lenda que ela era tão bela quanto ele, a quem amava em vão. Eco, triste, morreu de amor, repetindo o nome do amado. Para punir Narciso, a deusa Némesis o condenou a se apaixonar por seu próprio reflexo na lagoa. Então, hipnotizado por si mesmo, ele se deitou à beira da água e morreu. No lugar, nasceria a flor que leva seu nome.

 

Fonte: Coluna do Ancelmo – O Globo

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