AVENIDA BRASIL – Capitulo 53

CAPITULO 53 – Sábado, 26/5/12

Carminha pede ajuda a Max para enfrentar Rita

Carminha pede ajuda a Max para enfrentar Rita. Lucinda aconselha Jorginho a não interferir na história entre Rita e Carminha. Suelen e Lúcio namoram na casa de Janaína. Nina se oferece para ajudar Carminha a se livrar de Rita/Betânia. Diógenes recebe a carta de uma mulher e fica transtornado. Cadinho convence Verônica a deixá-lo sair de casa. Muricy pede para Ivana demitir Beverly. Adauto diz que reatará com Muricy. Cadinho chega à casa de Noêmia e ela comenta o que Verônica está fazendo contra o marido. Leleco vê Sidney e Tessália se divertindo e reage mal. Nina pede para Betânia se passar por ela novamente. Noêmia ouve Cadinho falando com Alexia. Carminha pede perdão a Rita/Betânia e Nina observa a cena.

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AVENIDA BRASIL – Capitulo 52

CAPITULO 52 – Sexta-feira, 25/5/12
Tufão conta para Jorginho que foi o responsável pela morte de Genésio

Carminha mente para Jorginho sobre Rita. Ágata flagra Nina chorando. Tufão se sente mal ao lembrar do acidente com Genésio. Carminha enfrenta Jorginho e depois se consola com Nina. Monalisa flagra Suelen no quarto de Iran e a expulsa de sua casa. A periguete pede abrigo para Lúcio. Silas conversa com Leleco sobre Sidney e ele volta a ficar desconfiado de Tessália. Beverly procura Adauto e Muricy flagra os dois juntos. Verônica faz exigências para ter Cadinho de volta. Max destrata Ivana e Nina a consola. Tufão conta para Jorginho que foi o responsável pela morte de Genésio. Max tenta seduzir Nina. Jorginho pergunta a Lucinda quem abandonou Rita no lixão. Carminha afirma a Max que se vingará de Rita.

AVENIDA BRASIL – Capitulo 51

CAPITULO 51 – Quinta-feira, 24/5/12
Nina revela parte de sua verdadeira história para Jorginho

Nina revela parte de sua verdadeira história para Jorginho. Carminha teme o que Rita possa fazer contra ela. Jorginho questiona Tufão sobre o passado de Carminha. Lucinda descobre o endereço do lugar onde Nina instalou Nilo. Iran esconde Suelen de Monalisa. Roni faz perguntas sobre a mãe, mas Diógenes desconversa. Leandro resolve procurar Suelen. Cadinho ameaça contar que é pai de Paloma se Alexia não ajudá-lo com Verônica.
Suelen manda Iran e Leandro explicarem quais são as intenções de cada um em relação a ela. Leleco flagra Sidney com uma mulher. Verônica aceita Cadinho de volta. Leleco promete para Tessália que não desconfiará mais dela. Lucinda procura Nilo. Jorginho pergunta a Carminha por que ela não contou que Rita era sua enteada.

CHEIAS DE CHARME – Capitulo 36

CAPITULO 36 – Sábado, 26/5/12

Cida ouve Conrado pedir para Isadora se casar com ele

Ariela conta para Humberto que está grávida. Sônia desconfia da calma de Sarmento ao saber que será avô. Inácio se incomoda com os compromissos de Rosário. Lygia afirma a Penha que não cobrará sua dívida judicialmente. Rosário pede para Penha ficar no lugar de Dinha no bufê. Brunessa procura emprego na Galerie. Sônia manda Cida arrumar o quarto de Ariela. Niltinho critica Rodinei por não querer contar para Cida que o filho de Brunessa pode ser seu. Sidney pede para Heraldo contar o que realmente aconteceu com Inácio. Sarmento sugere que Conrado se case com Isadora no mesmo dia que Ariela. Lygia não gosta de saber que Conrado foi instalado em seu escritório. Humberto descobre que o filho que Brunessa está esperando pode ser dele. Kleiton convence Voleide a fazer o primeiro show das empreguetes no Chopeokê. Lygia se preocupa com a rápida ascensão de Conrado no escritório. Cida ouve Conrado pedir para Isadora se casar com ele no mesmo dia que Ariela.

CHEIAS DE CHARME – Capitulo 35

CAPITULO 35 – Sexta-feira, 25/5/12
Conrado e Isadora discutem por causa de Cida

Dinha e Heraldo salvam Inácio. Marçal consegue um panfleto com a foto de Rosário. Elano explica a Rosário, Penha e Cida as condições do acordo que fez com Chayene e a família Sarmento. As empreguetes se surpreendem com o assédio dos fãs. Fabian recebe Rosário com um buquê de flores e Simone convoca os repórteres. Elano não consegue se declarar para Cida. Sandro tasca um beijo em Penha. Valda desconfia de que Ariela esteja grávida. Dinha e Heraldo pedem que Inácio revele o motivo de estar sendo perseguido. Gentil convida as empreguetes para uma entrevista na rádio. Conrado e Isadora discutem por causa de Cida. Brunessa conta para Ivone que está grávida. Penha fala de Lygia na rádio. Laércio gosta de ouvir Rosário falar bem de Chayene. Ariela confirma sua gravidez. Lygia procura Penha.

Cheias de Charme – Capitulo 34

CAPITULO 34 – Quinta-feira, 24/5/12
Rodrigo admite que está apaixonado por Miriam

Rodrigo vê Fernando falando com Miriam. Fernando tenta reatar com a ex e a chama para viajar. Valéria se esconde de seu noivo. Valdirene conta a seu patrão sobre seu relacionamento com Regina. Cris liga para Kleber do celular de Beatriz. Rodrigo comenta com Melissa que teme que Fernando faça algo contra Miriam. Jacira fica nervosa antes de começar a sessão de fotos. Melissa mostra a Dimas as consultas de Rodrigo. Deolinda aceita ir ao cinema com Antônio. Zilda se emociona com a notícia do casamento de Gabriel. Rodrigo admite que está apaixonado por Miriam. Miriam diz a Henrique que precisa sair do Rio de Janeiro. Melissa prepara uma armadilha para Valéria com a ajuda de Branco. Valéria é atropelada.

Amor Eterno Amor – Capitulo 72

CAPITULO 72 – Sábado, 26/5/12
Rodrigo admite que está apaixonado por Miriam

Rodrigo vê Fernando falando com Miriam. Fernando tenta reatar com a ex e a chama para viajar. Valéria se esconde de seu noivo. Valdirene conta a seu patrão sobre seu relacionamento com Regina. Cris liga para Kleber do celular de Beatriz. Rodrigo comenta com Melissa que teme que Fernando faça algo contra Miriam. Jacira fica nervosa antes de começar a sessão de fotos. Melissa mostra a Dimas as consultas de Rodrigo. Deolinda aceita ir ao cinema com Antônio. Zilda se emociona com a notícia do casamento de Gabriel. Rodrigo admite que está apaixonado por Miriam. Miriam diz a Henrique que precisa sair do Rio de Janeiro. Melissa prepara uma armadilha para Valéria com a ajuda de Branco. Valéria é atropelada.

Amor Eterno Amor – Capitulo 71

CAPITULO 71 – Sexta-feira, 26/5/12
Fernando pede para reatar com Miriam

Melissa e Laura trocam ofensas. Depois, Melissa esnoba o marido por não aceitar traição. Regina põe a culpa em Valdirene por Michele não poder mais brincar com Clara. Laura revela para Priscila que Dimas era o homem que estava com ela na foto que saiu na internet. Fernando descobre a senha do computador de Beatriz. Beatriz aceita se casar com Gabriel.
Robson doa um relógio para Flavinha promover uma rifa. Valdirene decide entrar na justiça contra Regina. Fernando se enfurece ao ouvir Rodrigo falar de Miriam em sua sessão. Julinho avisa a Laís que trabalhará para Ribamar. Fernando pede para reatar com Miriam. Valéria, vestida de noiva, provoca Miriam.

Amor Eterno Amor – Capitulo 70

CAPITULO 70 – Quinta-feira, 24/5/12
Verbena aparece ao lado de Rodrigo

Melissa não encontra Angélica em casa e ameaça Zenóbio para que revele seu paradeiro. Gil consola Laura. Verbena aparece ao lado de Rodrigo, que fica confuso ao conversar com Miriam. Melissa encontra a igreja para onde Zenóbio disse ter levado Angélica. Lexor repreende Clara por ter pedido para Verbena ajudar Rodrigo. Gil sente ciúmes da forma como Henrique trata Laura. Dimas vê sua foto com Laura na internet. Fernando tenta descobrir qual a relação de Dimas com Laura. Miriam conta para Priscila sobre a conversa que teve com Rodrigo. Cris se insinua para Kleber. Lexor afasta Verbena de Rodrigo. Melissa vê a foto de Dimas no jornal e procura Laura.

Orgulho suburbano

A novela Avenida Brasil, ambientada no fictício bairro do Divino, faz sucesso ao mostrar tipos pitorescos inspirados em personagens marcantes de uma região até então ignorada pelo resto da cidade

por Carla Knoplech e Letícia Pimenta | 30 de Maio de 2012

 

A aposta foi ousada e, a princípio, provocou estranheza. Habituados a ser brindados com imagens de lugares deslumbrantes, os espectadores dos primeiros capítulos de Avenida Brasil se viram diante de sequências gravadas em aterros sanitários, mercados populares, ruas feiosas e prédios toscos. Logo na estreia, em 26 de março, foram exibidas cenas terríveis, como uma morte por atropelamento e o abandono de uma criança aos prantos em meio a montanhas de lixo. Passados dois meses, o choque inicial da trama escrita por José Emanuel Carneiro transformou-se em um sucesso incontestável. Depois de uma largada tímida, com média de 34 pontos no Ibope na primeira semana (3 a menos que a antecessora, Fina Estampa, no mesmo período), a novela bateu em 41 na última medição, divulgada no dia 13. É o melhor índice dos últimos cinco anos para a fase que envolve os 36 capítulos iniciais, importantíssimos para a consolidação da audiência. A agilidade da edição de imagens, a direção primorosa e o desempenho arrebatador dos atores contribuíram para o sucesso. No entanto, há outro fator que faz da produção um ponto fora da curva: a maneira como mostra o subúrbio do Rio. Considerado uma espécie de dano colateral da caótica expansão urbana da capital fluminense, esse imenso território que junta mais de setenta bairros sempre foi rejeitado pelo resto da cidade e, não raro, pelos próprios moradores. Com a notoriedade do fictício Divino, a velha aversão começa a se transformar em simpatia. “O subúrbio se tornou um personagem a mais na história”, avalia Mauro Alencar, especialista em telenovelas da Universidade de São Paulo (USP).

 

Conheceça os personagens na vida real

O subúrbio na TV

Transformar os cenários e ambientes em que as tramas se desenrolam em protagonistas é um recurso que remonta aos romances naturalistas do século XIX. Tais obras tornavam lugares como mercados, edifícios e até cidades inteiras em seres vivos, praticamente dotados de vontade própria. É o que se vê em Avenida Brasil, na qual estrelas como Adriana Esteves, Murilo Benício, Débora Falabella, Isis Valverde e Cauã Reymond incorporam personagens fortemente marcados pelo universo que os cerca, para o bem e para o mal. Em um esforço de verossimilhança, alguns deles chegam a incorporar arquétipos da vida real. O ex-craque da bola gorducho, o patriarca que embarca sem culpa na boa vida proporcionada pelo filho famoso, o aspirante a ídolo do futebol que sonha com uma carreira internacional são figuras-chave do microcosmo que gira em torno de um time de terceira divisão fabricado nos estúdios do Projac. É quase impossível assistir a uma cena do personagem Tufão, vivido pelo ator Murilo Benício, e não reconhecer as peculiaridades incorporadas de atletas de verdade, algumas delas até físicas. É o caso de Ronaldo Fenômeno, nascido em Bento Ribeiro, que se aposentou no ano passado depois de uma longa batalha com a balança. Ele próprio se reconhece em Tufão. “Achei marcante o momento em que ele parou de jogar e tomou a decisão de virar empresário”, conta. Da mesma forma, histórias de superação como a da ex-empregada doméstica Heloisa Helena de Assis, nascida no Morro do Catrambi, na Zona Norte, e hoje proprietária de uma rede de salões de beleza, servem de plataforma para a construção de personagens como a batalhadora Monalisa, vivida por Heloísa Périssé. “O subúrbio que a novela mostra é solar, alegre, tem um tom para cima e um quê de humor mesmo nos momentos mais difíceis. Acredito que é por isso que encanta o público, que se reconhece naquele mundo”, diz a atriz.

 

A fórmula de uma novela de sucesso consiste basicamente no equilíbrio – nem sempre fácil de ser obtido – entre texto, direção, interpretação e produção. Além da sólida combinação dos dois primeiros elementos, Avenida Brasil tem sido particularmente eficaz no que diz respeito ao último quesito. A equipe da novela se esmerou ao trazer para o horário nobre elementos como as falcatruas que infestam os bastidores futebolísticos, as peculiaridades do comércio de quinquilharias nos mercados periféricos e até mesmo os chamados bailes charme, nos quais os participantes seguem um rígido código de vestuário e coreografias ensaiadas. Foi em um embalo desses, realizado em Madureira, que a atriz Isis Valverde, ao observar as garotas na pista de dança, descobriu como deveria interpretar a provocante Suelen, maria-chuteira de plantão da trama. “Tive de mudar minha postura e o jeito de falar. As meninas dali demonstram uma segurança e autoconfiança fora do comum”, afirma Isis. Ela incluiu ainda em seu processo de preparação uma pesada rotina de musculação para incorporar a silhueta exuberante das jovens suburbanas. É esse o biotipo exibido pela estudante de relações internacionais Suellen Monteiro, 24 anos, moradora de Curicica, na Zona Oeste. Alçada à fama depois de protagonizar um ensaio fotográfico pra lá de provocante no jornal popular Extra, em que posou à beira da via expressa mais movimentada da cidade, ela reconhece ter o mesmo ar, digamos, assertivo que a atriz tanto procurou. Só faz uma pequena ressalva. “Não sou mau-caráter como a personagem. Acredito que é possível subir na vida sem apelar para baixarias”, explica a moça, que trabalha como estagiária em um escritório de arquitetura.

 

Shopping em Bangu: exemplo de recuperação em uma área decadente

A ideia de subúrbio que se cristalizou entre muitos cariocas reflete um mundo particular, bastante diferente do que existe em outras cidades. De origem latina, a palavra suburbium surgiu na Roma antiga para designar as colinas onde viviam os ricos e os nobres. Entres os séculos XIX e XX, ela passou a ser adotada na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos para designar áreas residenciais de alto padrão afastadas dos centros urbanos, conectadas, em princípio, por ferrovias e, posteriormente, rodovias. Na versão local, o termo passou a ser usado a partir do processo de reurbanização do Centro, iniciado em 1903, o famoso “bota-abaixo”. Com a demolição de quarteirões inteiros, a população de classe média baixa que ali vivia partiu para os arrabaldes ao longo das antigas estradas de ferro Central do Brasil e Leopoldina, dando início a um ciclo de expansão que perdurou por várias décadas. Nos anos 60, a remoção de moradores de favelas da Zona Sul para essas áreas deu à palavra uma conotação pejorativa, da qual nunca mais se livrou. O termo tornou-se sinônimo de uma vasta região periférica que se expandiu pela Zona Oeste, marcada pelo crescimento desordenado e pela violência provocada por criminosos e traficantes. “A situação só começou a mudar recentemente com o aumento do poder aquisitivo da população e a chegada das UPPs”, diz o arquiteto Marcelo Conde, que coordena projetos urbanísticos na região.

 

O subúrbio carioca não é um paraíso e dificilmente será visto dessa forma. Alguns bairros, porém, já despontam como alternativa de expansão imobiliária, com a abertura de novos shopping centers e centros empresariais. É o que acontece em Bangu e Del Castilho, onde velhas fábricas foram revitalizadas com essa finalidade. A instalação de um núcleo olímpico em Deodoro e a construção das linhas de BRT prometem revitalizar trechos antes entregues ao abandono e à decadência. “Sempre houve uma veia empreendedora muito forte entre a população. O que faltava era um impulso na autoestima. A súbita visibilidade alcançada com a novela pode ser uma boa oportunidade para mudar isso”, analisa o geógrafo Márcio Piñon, da Universidade Federal Fluminense e organizador do livro 150 Anos de Subúrbio Carioca. Se depender dos cariocas que inspiraram os personagens do Divino, o orgulho suburbano está mais do que resgatado.

Antes de melhorar, piora

Até 2016 o Rio terá um volume de obras inédito em 100 anos. É preciso paciência para encarar os transtornos de hoje e pensar nos benefícios futuros

por Caio Barretto Briso | 30 de Maio de 2012
Na Barra da Tijuca, a expansão do metrô causa dor de cabeça: rotina de engarrafamentos

 

Mesmo o carioca mais distraído já percebeu que a cidade passa por uma transformação radical. Os sinais da mudança, ao menos por enquanto, são desagradáveis, com desvios, interdições, máquinas pesadas e tapumes pelo caminho. Principalmente nas zonas Sul, Oeste e Portuária, há uma concentração de obras que atravancam todo o trânsito e desafiam a paciência de quem está dentro do veículo – ou inalando a fumaceira fora dele. Com uma pequena variação no grau de aborrecimento e nos pontos de transtorno, esse será o panorama nos próximos quatro anos, até que a pira olímpica seja acesa. Desde a reforma conduzida pelo prefeito Pereira Passos, há mais de um século, a cidade não reunia tantas intervenções de porte ao mesmo tempo. Estão em andamento a revitalização da Zona Portuária, a abertura de corredores exclusivos de ônibus e a expansão do metrô, com um total de investimentos na faixa de 12 bilhões de reais. Boa notícia: a primeira sensação de alívio já entrou em contagem regressiva. Daqui a duas semanas está prometida a inauguração da Transoeste, faixa expressa de 56 quilômetros que ligará a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, destinada apenas aos coletivos. “Chego a demorar duas horas no meu trajeto. Mas sei que o problema tem data para acabar”, consola-se o representante comercial Marco Antônio Viana, que faz aquele percurso diariamente.

 

Leicester Square, em Londres: as reclamações foram esquecidas depois da reinauguração

O dilema é inevitável: antes de a situação melhorar, ela piora. Modificações estruturais, como as que estão em curso desde 2009 numa extensa área do Porto Maravilha, implicam muita dor da cabeça. Especialmente nas proximidades da Praça Mauá e da Rodoviária Novo Rio, há vários trechos fechados para trabalhos de infraestrutura e drenagem (veja o quadro na pág. 28). É o caso de vias de grande movimento, como Barão de Tefé, Sacadura Cabral e Avenida Venezuela. Com isso, tornou-se comum a mudança nos itinerários e nas paradas das 35 linhas de ônibus que passam pela região. No momento, está a pleno vapor a construção do novo sistema viário local, cujo ponto alto é a Via Binária, uma artéria paralela à Avenida Rodrigues Alves por toda a extensão do porto, com 3,5 quilômetros e três faixas em cada sentido. Em 2016, quando o pacote de intervenções deve estar concluído – com a derrubada da Perimetral, a transformação da Rodrigues Alves numa via expressa e a abertura de sua paralela -, a estimativa é que será ampliada em 50% a capacidade de circulação nesse trajeto, hoje em torno de 7 600 veículos por hora. Para amenizar o impacto das intervenções na cidade, a prefeitura aumentou o número de controladores de tráfego de 350 para 630 agentes. O que não falta para essa turma é trabalho.

 

clique na imagem abaixo, veja detalhes das obras e saiba como evitá-las

 

 
O próximo verão se anuncia especialmente tumultuado, seja para quem ficar, seja para quem quiser deixar o Rio, uma vez que as zonas Oeste e Portuária, rotas de saída para a Costa Verde e a Região dos Lagos, respectivamente, estarão cheias de obstáculos. Na estação em que a capital recebe uma massa de 3 milhões de visitantes, a expansão do metrô decerto vai trazer inconvenientes. Para levar o sistema até a Barra da Tijuca, inicialmente dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva (entre a Afrânio de Melo Franco e o Jardim de Alah e da General Urquiza à Bartolomeu Mitre) serão totalmente fechados ao trânsito durante nove meses, a partir do ano que vem. Não será o único transtorno que moradores e banhistas de Ipanema e Leblon terão pela frente. Aberta no fim de 2009, a estação General Osório ficará oito meses fechada, também a partir do começo de 2013, para a construção de um túnel de ligação com a plataforma da Linha 4. A parada imediatamente anterior, no Cantagalo, ficará desativada pelo mesmo período.
Quem já enfrentou uma reforma em casa sabe bem o desgaste decorrente do quebra-quebra, com muita poeira e barulho. Há que ter em mente que a situação é transitória, mas os benefícios ficarão para sempre. Em Londres, onde dentro de dois meses serão realizados os Jogos Olímpicos, houve gritaria contra determinadas cirurgias urbanas realizadas com vistas à competição. Parte da população protestou contra o gasto de 50 milhões de reais para reformular a Leicester Square, praça famosa por receber grandes estreias do cinema. Reinaugurada há poucos dias e tinindo de nova, ela deixou as reclamações para trás. Se os cariocas darão a mesma acolhida às intervenções em andamento, dependerá da eficiência das autoridades em cumprir prazos, do planejamento para atenuar os transtornos e, acima de tudo, do resultado. Tudo indica, porém, que a cidade vai emergir ainda mais bonita quando esse período terminar.

 

Fonte: Veja Rio

“O futuro está sendo inventado no Rio.”

Merci beaucoup, Rio
O jornal francês “Le Figaro” publicou ontem uma edição de sua revista só com notícias sobre o Rio. O título da capa diz: “O futuro está sendo inventado no Rio.”

Está lá ainda: “Ontem moribunda, gangrenada por narcotraficantes, a cidade está em pleno renascimento.” Deus o ouça.

Veja a reportagem na íntegra, abaixo:

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L’avenir s’invente à Rio

Le front de mer de Rio, vu du Pain de Sucre.
Le front de mer de Rio, vu du Pain de Sucre. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Sommet Rio + 20, JMJ, Coupe du monde de foot, JO… hier moribonde, gangrenée par les narcotrafiquants, la ville de Rio, au Brésil, est en pleine renaissance. Revue de détail.

Si la situation n’était pas aussi absurde, Izabella Teixeira aurait presque envie de rire. La ministre de l’Environnement du Brésilvient de comprendre qu’elle n’avait pas d’endroit où se loger à Rio de Janeiro, en juin, durant la conférence des Nations unies sur le développement durable, le Rio + 20. Plus de 50.000 personnes, dont 130 chefs d’État, sont attendues pour parler de l’économie verte et de l’éradication de la pauvreté, mais la ville n’a que 26.000 chambres d’hôtel à proposer, à des tarifs prohibitifs. Les uns iront sur des bateaux, d’autres dans des villes voisines, ou chez l’habitant. Izabella Teixeira s’installera chez des parents cariocas.Les hôteliers se frottent les mains, car la conférence mondiale fait office de répétition. «Nous avons l’agenda d’événements internationaux le plus jalousé du monde», se félicite Antonio Pedro Figueira de Mello, secrétaire au tourisme de la municipalité. Et de dérouler: Rio + 20 en 2012 ; Coupe des confédérations et Journées mondiales de la jeunesse en présence du pape en 2013 ; Coupe du monde en 2014 ; 450e anniversaire de la ville en 2015, et Jeux olympiques en 2016.«Il n’y a plus de saison basse à Rio de Janeiro», poursuit de Mello: plus de 1,8 million d’étrangers sont venus en 2011, 400.000 de plus qu’en 2009. «Même la jet-set revient! elle a toujours adoré Rio, mais lui avait tourné le dos», pointe Rogerio Fasano, dont le luxueux hôtel qui porte son nom sur la plage d’Ipanema ne désemplit pas, assiégé de paparazzis.

Depuis la terrasse de l'hôtel Fasano, la vue embrasse toute la plage d'Ipanema. Créateur de ce palace, Rogerio Fasano se félicite du retour de la jet-set.
Depuis la terrasse de l’hôtel Fasano, la vue embrasse toute la plage d’Ipanema. Créateur de ce palace, Rogerio Fasano se félicite du retour de la jet-set. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Le tournant, aux yeux du monde, a lieu le vendredi 2 octobre 2009. Sur la plage de Copacabana, les Cariocas sont tout rires et larmes à l’annonce du choix de leur ville pour les Jeux olympiques de 2016. Ce n’est pas l’arrivée de la flamme en Amérique du Sud qui les émeut, mais le sentiment que Rio de Janeiro renaît de ses cendres. Car la «Ville merveilleuse» avait tout perdu. En 1960, Brasília lui vole son statut de capitale. En 1964, la dictature terrorise ses étudiants, muselle ses artistes et exile ses militants politiques. Le repli de l’État, dans les années 1980, précipite le déclin de l’industrie, et le secteur financier migre vers São Paulo. Les élus de la capitale et de l’État rivalisent de clientélisme et d’incompétence. Le territoire est dépecé. La «phalange rouge», qui réunissait les barons du narcotrafic, explose en trois factions – le «commando rouge», «les amis des amis», le «troisième commando» – qui se font la guerre, enrôlant des policiers corrompus. Ailleurs, des escadrons de la mort sèment la terreur, églises et députés vendus au crime organisé s’imposent comme dernier recours. La violence est hors de contrôle: avec un taux de 57 assassinats pour 100.000 habitants, Rio est en 2000 la sixième ville la plus dangereuse du pays. En juin 2002, le journaliste Tim Lopes, en reportage dans la favela d’Alemão, est torturé puis exécuté par les trafiquants. Ses restes sont brûlés dans un pneu, selon la pratique appelée «micro-ondes» par les bandits. Rio de Janeiro est prête à mettre la clé sous la porte.

Le changement, d’abord, est imperceptible. Il vient de loin, de Brasília. Le président, Luiz Inácio Lula da Silva, y annonce une batterie de mesures sociales, à commencer par l’allocation Bolsa Família. Combinée à l’augmentation du salaire minimum, elle dope la consommation et l’emploi. Le gouvernement lance de grands travaux et redéploie sa politique étrangère, attirant des délégations du monde entier. À chaque fois, Rio de Janeiro grignote quelques points. Mais les progrès sont lents, il y a des limites à ce qu’on peut faire à partir du pouvoir central dans un pays fédéral. Même si le président veut envoyer des troupes à Rio, la Constitution le lui interdit.

Le déclic vient, pour la première fois, du calendrier électoral. En 2006, Lula est réélu, et Sérgio Cabral devient gouverneur de l’État de Rio. Deux ans plus tard, Eduardo Paes remporte la mairie. Les deux hommes étaient des opposants au président, mais ils veulent profiter de son incroyable popularité et, confusément, sentent que l’avenir de la ville est entre leurs mains. «Pour la première fois, l’Union fédérale, l’État et la ville s’unissent, c’est une révolution», précise Marcelo Neri, de la Fondation Getúlio Vargas. Ces rouages qui s’enclenchent enfin, le gouverneur en a même fait le slogan de l’État: «Rio de Janeiro: additionnons nos forces.» À commencer par la sécurité. En 2007, la situation est désespérée. Dans la guerre qui l’oppose aux trafiquants, la police a tué plus de 1300 personnes. Elle invoque l’autodéfense mais à la morgue, les cadavres portent des marques d’exécution. Les bavures se multiplient, au-delà des victimes pauvres des favelas, ignorées des journaux télévisés. Un enfant meurt quand un policier mitraille la voiture de ses parents devant son domicile, à la Tijuca, un quartier de la classe moyenne. «Non seulement la stratégie policière est inefficace, elle devient politiquement coûteuse», analyse Inácio Cano, spécialiste des questions de violence à l’université de l’État de Rio (UERJ). Le gouverneur change de cap.

De jeunes policiers mieux payés présumés moins corruptibles

Ce 19 novembre 2008, personne ne prête attention lorsqu’un commando du Bope, le corps d’élite de la police militaire, investit la favela Santa Marta. C’est pourtant le début d’une nouvelle politique. Plus question de faire le coup de poing pour abandonner les lieux dans la foulée. «L’idée, ce n’est pas d’en finir avec la drogue, il y en aura toujours, comme à Paris ou à Londres. Mais l’État doit reprendre le contrôle du territoire», résume José Mariano Beltrame, le secrétaire à la Sécurité de l’État de Rio. Lorsque le Bope se retire, il fait place à l’Unité de police pacificatrice (UPP). Pour gagner la confiance des habitants, on envoie des policiers tout fraîchement sortis de l’académie, formés aux Droits de l’homme et, on l’espère, moins corruptibles, car un peu mieux payés, grâce à une prime du gouvernement fédéral, en plus du salaire versé par l’État de Rio. Ils occupent aujourd’hui 21 favelas, un territoire englobant 400.000 personnes.«Il faut que la police soit suivie par les autres services, transports, santé, éclairage public, loisirs… Nous avons une dette envers ces personnes, que nous n’avons pas traitées en citoyens», insiste Beltrame.

Dans le complexe Alemão, un téléphérique a été installé en 2011 par l’entreprise française Poma. Transportant 12.000 passagers par jour, il relie les sommets des collines de chaque favela, réduisant le temps de locomotion et facilitant ainsi l’accès à l’emploi. «Nous venons de fêter le 2 millionième passager», s’enorgueillit Benjamin Dunesme, le représentant de Poma, en espérant rafler d’autres contrats similaires, notamment celui de la favela Rocinha .Dans le Borel, au cœur du quartier Tijuca, l’accent a été mis sur le ramassage des ordures. Des camions miniatures et des motos ont été dessinés pour les rues de cette favela, étroites et pentues. «Nous avons compris que, pour réduire la distance entre la favela et l’asphalte, comme on appelle le reste de la ville, il fallait un traitement différencié. Penser universel ne suffit pas», explique Ricardo Henriques, le président de l’Institut Pereira Passos, chargé de mettre en musique ces politiques publiques, appelées UPP Social.

Il y a encore quatre ans, aucun taxi n’acceptait de déposer un client dans la communauté de Santa Marta. On y emprunte désormais sans problème le «bondinho», le train funiculaire tout juste installé pour atteindre le sommet sans grimper les 788 marches nécessaires. À l’entrée, des guides du Rio Top Tour, issus de la favela et formés par la mairie, offrent aux touristes de leur montrer la statue de Michael Jackson. En 1996, c’est ici que le roi de la pop avait tourné le clip de la chanson They Don’t Care About Us, avec l’autorisation des trafiquants.


«L’intérêt de découvrir la favela avec nous, c’est de comprendre comment nous vivons, je fais même visiter ma maison!», s’enthousiasme le guide Gilson Silva, avant de prendre la pause au bras de deux Australiennes.

Tous les Cariocas n’ont pas cette chance. Le trafic fait encore la loi dans de nombreuses favelas, et un bon million de personnes vit sous la tutelle des milices. Formées par des policiers, à la retraite ou en activité, elles contrôlent, sur le modèle de la mafia, les services dans les quartiers populaires: bus clandestins, commissions sur l’entrée des bouteilles de gaz, branchements sauvages à l’électricité… «C’est une activité beaucoup plus lucrative que le narcotrafic, elle nargue l’État en embauchant des policiers et à travers ses ramifications politiques locales», alerte Marcelo Freixo, député du parlement de l’État de Rio de Janeiro. En 2008, l’ex-professeur d’histoire a osé affronter ce pouvoir parallèle en montant une commission d’enquête. Elle a conduit plus de 200 personnes, entre policiers et élus, derrière les barreaux, du jamais vu à Rio. Il y a gagné une réputation nationale, mais aussi la compagnie de quatre gardes du corps, depuis que sa tête est mise à prix. Le réalisateur José Padilha, qui avait remporté l’Ours d’or de Berlin en 2008 avec son film Troupe d’Élite, a fait de lui l’un des héros de la suite, Troupe d’Élite 2, le plus vu de l’histoire du Brésil. «Cela a changé l’image des milices dans l’opinion publique, on veut en finir avec cette violence et cette corruption, dans toute la ville», espère Marcelo Freixo, qui briguera la mairie en octobre.


«L’intégration des favelas donne de la valeur à ceux qui y habitent, c’est un processus irréversible», renchérit Julia Michaels, dont le blog, Rio Real, très lu, s’est fixé pour mission de couvrir les métamorphoses de la ville. Américaine installée à Rio depuis trente ans, Julia a vu la révolution des UPP contaminer l’asphalte, et le dialogue s’enclencher. Elle cite, pêle-mêle, le Bar de David, installé dans la favela de Chapéu Mangueira, où les voisins de Copacabana grimpent manger une feijoada de fruits de mer, le concours de passinho dans la favela de Salgueiro, qui fait fureur auprès des jeunes de la ville. «Les Cariocas commencent à s’aimer et à aimer leur ville, du coup, ils veulent participer à ce changement», note-t-elle. Au sein de la société civile, des associations voient le jour, telles Mon Rio, ou Rio, j’aime, j’en prends soin. La vision est parfois élitiste, mais c’est un bouleversement dans un milieu où l’on affirmait, il y a peu encore, que «la seule issue, c’est l’aéroport».

Réputé comme un des meilleurs de la ville, le Bar do David se trouve au cœur de la favela «reconquise» de Chapéu Mangueira. David y sert une délicieuse feijoada de fruits de mer.
Réputé comme un des meilleurs de la ville, le Bar do David se trouve au cœur de la favela «reconquise» de Chapéu Mangueira. David y sert une délicieuse feijoada de fruits de mer. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

D’autant que l’élite change, et vite, grâce à la démocratisation de l’enseignement supérieur. C’est l’UERJ qui a donné le coup d’envoi, avec l’introduction en 2001 des quotas raciaux et sociaux. Le recteur veut alors surmonter une contradiction: pour intégrer les universités publiques, les plus prestigieuses au Brésil, il faut passer un concours, dont seuls les lycéens du privé ont le niveau. Dans ce contexte, Cíntia Lopes de Barro, qui a grandi dans la banlieue de Paciência, était condamnée, comme sa mère et sa soeur aînée, à se marier jeune et sans diplôme. Entrée à l’UERJ grâce au quota des étudiants pauvres, la jeune fille, aujourd’hui en maîtrise, se rêve chercheuse. «J’ai souffert des préjugés, mais j’ai démontré mes capacités. Nous sommes nombreux maintenant», assène-t-elle. La discrimination positive s’est étendue à 70 % des 92 universités publiques. Elle est plus importante encore dans le privé grâce au programme ProUni, qui propose aux facultés d’instaurer des quotas en échange d’exonérations fiscales. En 2009, un tiers des 5,9 millions d’étudiants venaient de familles pauvres, deux fois plus qu’en 2002. «Le visage de l’université a changé. Avant, il n’y avait que des play-boys au look de surfeur, maintenant, on voit des banlieusards mats de peau», s’amuse Cíntia. Et de préciser, dans un rire, que si elle est blonde, c’est grâce à L’Oréal.

La praia Vermelha (la plage rouge), de nuit. En lisière du Pain de Sucre, ell est privée dans sa quasi-totalité. Ce lieu idyllique a souvent servi de décor aux scènes romantiques des fameusestelenovelas.
La praia Vermelha (la plage rouge), de nuit. En lisière du Pain de Sucre, ell est privée dans sa quasi-totalité. Ce lieu idyllique a souvent servi de décor aux scènes romantiques des fameusestelenovelas. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Réputé paralysé, le pouvoir municipal joue aussi la carte du changement. Le système des bus s’est amélioré et, dans cette ville qui compte 48 % d’espaces verts, une partie des parcs est réhabilitée. Dans la zone ouest, où se dresse le quartier Barra, on installe le tout-à-l’égout. Le centre-ville, déserté par la classe moyenne, est un chantier à ciel ouvert. Cinq millions de mètres carrés sont en travaux, des installations olympiques, mais aussi des musées, des logements, des bureaux… Construit entre les années 1950 et 1970 pour désengorger le trafic, le viaduc qui défigure le centre historique sera enterré d’ici à 2016. «Le vrai intérêt des Jeux, c’est que cela nous met la pression pour tenir les délais», insiste Ricardo Henriques.

Projet Porto Maravilha. L'ancienne zone portuaire de Rio de Janeiro n'est qu'un vaste chantier de réhabilitation urbaine. En tout, plus de 500 hectares d'entrepôts et d'immeubles d'habitations sont conernés par ce plan.
Projet Porto Maravilha. L’ancienne zone portuaire de Rio de Janeiro n’est qu’un vaste chantier de réhabilitation urbaine. En tout, plus de 500 hectares d’entrepôts et d’immeubles d’habitations sont conernés par ce plan. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Le bouleversement fait aussi grincer les dents. Pour Inalva Mendes Brito, militante du Comité populaire de la Coupe du monde et des Jeux olympiques, «les travaux se font au détriment des communautés». Elle dénonce une revalorisation pensée pour les touristes et en faveur des géants brésiliens du BTP, alors que le boom immobilier chasse les ménages modestes. Certains n’ont pas attendu pour acheter. François-Xavier Dussol, patron de deux luxueuses maisons d’hôtes, a racheté pour une bouchée de pain l’hôtel Paris, occupé depuis cinquante ans par des prostituées, place Tiradentes, dans le centre historique. «Nous sommes à deux pas de Petrobras, de la banque BNDES et du théâtre municipal. Ces hommes d’affaires, artistes et touristes n’auront plus besoin d’aller à Copacabana pour trouver un hôtel correct», explique-t-il. Quelque 7 millions de réis sont nécessaires au projet, mais on lui en a déjà proposé 5 pour l’immeuble sans travaux, preuve que d’autres ont ouvert les yeux sur le potentiel du centre.

Avec le retour de la sécurité, ouvrir un bar n’est plus une hérésie

Un autre quartier est pris d’assaut par le privé, celui du Catete, qui abrite le palais où le président Getúlio Vargas s’est suicidé en août 1954, «le cœur historique de Rio», s’émeut l’économiste Carlos Lessa. L’ancien président de la BNDES y a récupéré une maison en ruine pour en faire une salle de concert, doublée d’un restaurant de haute gastronomie. Le Casarão Ameno Resedá se dresse dans un paysage fantôme: les édifices voisins sont en ruine, certains n’ont plus qu’une façade. Mais la réputation de Lessa attire ici stars de la samba et clients fortunés. «Toute la rue a pris de la valeur. À Rio, la musique reste un pôle d’attraction», se félicite-t-il. Avec le rétablissement de la sécurité, ouvrir un bar branché au Catete n’est plus une hérésie. Pour Pedro de Lamare, le président du syndicat des hôtels et restaurants de la ville. «C’est même devenu la seule option pour les nouveaux venus sur le marché: les loyers commerciaux à Ipanema ou Copacabana sont devenus tellement délirants qu’il faut en sortir.» À Glória, la marina a repris des couleurs alors que le milliardaire Eike Batista a racheté le mythique Hôtel Glória, aujourd’hui en pleins travaux.

Seule femme PDG du secteur pétrolier, Gisèle Mac Laren dirige un chantier naval qui construit des navirs ravitailleurs. Elle espère produire des plates-formes pétrolières demain.
Seule femme PDG du secteur pétrolier, Gisèle Mac Laren dirige un chantier naval qui construit des navirs ravitailleurs. Elle espère produire des plates-formes pétrolières demain. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

C’est d’ailleurs à partir de l’église voisine Nossa senhora da Glória, qui surplombe la baie, qu’apparaît ce que Rio considère comme son passeport pour le futur: les plateformes pétrolières. Là encore, c’est l’histoire d’une résurrection. À la tête d’une entreprise familiale de construction navale, Gisèle Mac Laren n’y croyait presque plus. «Mon père voulait vendre, je l’ai convaincu d’attendre», raconte celle qui a commencé à travailler sur le chantier à 15 ans avant de devenir, à 44 ans, la seule femme PDG du secteur. «En 2007, Dilma nous a appelés pour nous parler du pré-sel, et tout a changé», ajoute-t-elle. À l’époque, la présidente Dilma Rousseff était chef de la Maison civile, l’équivalent de premier ministre. Elle annonçait aux professionnels la découverte de gigantesques réserves au large de Rio et São Paulo. S’étalant sur 800 kilomètres, à 200 kilomètres des côtes, ce pétrole est enfoui entre 5000 et 7000 mètres sous la mer, sous une couche de sel, d’où l’appellation de «pré-sel». Avec des réserves estimées entre 50 et 100 milliards de barils, le Brésil, actuellement maître de 15,7 milliards de barils, pourrait devenir un acteur de premier plan. La seule Petrobras a prouvé l’existence de 29 milliards de barils, et s’est fixé comme objectif de porter sa production actuelle de 2,1 millions de barils par jour à 4,9 millions quotidiens. Sur le chantier Mac Laren, l’activité bat son plein: on y répare et on y construit des navires de ravitaillement offshore et bientôt, espère Gisela, une plate-forme pétrolière. «Le Brésil doit, pour sa souveraineté, maîtriser seul la technologie d’extraction du pré-sel», martèle-t-elle.

Relancer la production navale pour ne plus dépendre des constructeurs asiatiques, Lula en a fait une priorité dès son arrivée à Brasília. On est encore loin du compte, mais l’exigence de 65 % de contenu brésilien a redonné du souffle aux chantiers abandonnés. Le soudeur Paulo Cesar Ferreira da Silva ne cache pas son émotion quand il raconte son retour sur l’arsenal Mauá, à Niterói, la ville qui fait face à Rio de l’autre côté de la baie de Guanabara. Apprenti à 18 ans, en 1976, il avait dû quitter l’entreprise dix ans plus tard faute de travail, pour devenir chauffeur. «Quand je suis revenu, en 2001, nous étions 45, et maintenant 3 000! C’est tellement bon, c’est comme serrer dans ses bras un ami qu’on n’a pas vu depuis longtemps», glisse-t-il. Et de s’enthousiasmer de l’arrivée sur les chantiers de jeunes et de femmes comme Sandra Santos Nascimento. La jeune soudeuse a abandonné son métier de vendeuse, attirée par le salaire et les perspectives de carrière: «Ici, nous représentons 10 % des travailleurs», revendique-t-elle, en précisant qu’elle y a entraîné sa mère et sa sœur.Si l’on fait appel aux femmes, c’est que la main-d’œuvre manque. «C’est notre défi numéro un», reconnaît Eduardo Molinari, du département exploration et production de Petrobras. Dans cette branche de l’entreprise, le nombre d’employés a augmenté de 67 % depuis 2001, pour atteindre 25.000 personnes. «Et on doit en embaucher 13.000 de plus d’ici à 2015», soupire-t-il.

Un boom de la demande qui attire au-delà des frontières. L’entreprise française Anotech Energy en a fait sa spécialité. «On a besoin de professionnels de la sécurité, de la logistique, des ingénieurs foreurs», précise Sébastien Prat, gérant de la filiale à Rio. «Nous recrutons des Brésiliens, mais de plus en plus d’expatriés, notamment français, tentent l’aventure», poursuit-il. Aigu dans l’industrie pétrolière, le problème de la main-d’oeuvre s’étend à tous les secteurs, le chômage étant au plus bas. «Sur les douze derniers mois, le revenu par habitant a augmenté de 14,3 % à Rio de Janeiro, contre 6,1 % dans les autres métropoles», précise l’économiste Marcelo Neri. Les ingénieurs, mais aussi les maçons, font monter les enchères, alors que femmes de ménage et garçons de café menacent de jeter leur tablier pour un autre métier. «Rio de Janeiro est représentatif d’un changement profond de l’identité des Brésiliens», résume le sociologue Inácio Cano. «Avec la réduction des inégalités et de la violence, ils ne pensent plus vivre dans une zone périphérique, surtout depuis que la crise s’est abattue sur l’Europe», explique-t-il.

La «Ville merveilleuse» prétend disputer l’avant-garde aux autres métropoles mondiales, mais comme pour le reste du Brésil, le modèle reste encore à inventer. Comment se développer sans agresser l’environnement? Comment redynamiser les quartiers sans expulser les plus pauvres et céder aux sirènes des groupes immobiliers? Comment transformer des populations abandonnées en citoyens? «Longtemps, trafiquants, miliciens et politiques corrompus étaient considérés comme intouchables, puis on a vu apparaître des héros comme Marcelo Freixo, qui leur tiennent tête et incarnent ce nouveau Rio», estime Inácio Cano, avant de conclure: «Mais c’est quand on n’aura plus besoin de héros que la partie sera gagnée.»