Antes de melhorar, piora

Até 2016 o Rio terá um volume de obras inédito em 100 anos. É preciso paciência para encarar os transtornos de hoje e pensar nos benefícios futuros

por Caio Barretto Briso | 30 de Maio de 2012
Na Barra da Tijuca, a expansão do metrô causa dor de cabeça: rotina de engarrafamentos

 

Mesmo o carioca mais distraído já percebeu que a cidade passa por uma transformação radical. Os sinais da mudança, ao menos por enquanto, são desagradáveis, com desvios, interdições, máquinas pesadas e tapumes pelo caminho. Principalmente nas zonas Sul, Oeste e Portuária, há uma concentração de obras que atravancam todo o trânsito e desafiam a paciência de quem está dentro do veículo – ou inalando a fumaceira fora dele. Com uma pequena variação no grau de aborrecimento e nos pontos de transtorno, esse será o panorama nos próximos quatro anos, até que a pira olímpica seja acesa. Desde a reforma conduzida pelo prefeito Pereira Passos, há mais de um século, a cidade não reunia tantas intervenções de porte ao mesmo tempo. Estão em andamento a revitalização da Zona Portuária, a abertura de corredores exclusivos de ônibus e a expansão do metrô, com um total de investimentos na faixa de 12 bilhões de reais. Boa notícia: a primeira sensação de alívio já entrou em contagem regressiva. Daqui a duas semanas está prometida a inauguração da Transoeste, faixa expressa de 56 quilômetros que ligará a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, destinada apenas aos coletivos. “Chego a demorar duas horas no meu trajeto. Mas sei que o problema tem data para acabar”, consola-se o representante comercial Marco Antônio Viana, que faz aquele percurso diariamente.

 

Leicester Square, em Londres: as reclamações foram esquecidas depois da reinauguração

O dilema é inevitável: antes de a situação melhorar, ela piora. Modificações estruturais, como as que estão em curso desde 2009 numa extensa área do Porto Maravilha, implicam muita dor da cabeça. Especialmente nas proximidades da Praça Mauá e da Rodoviária Novo Rio, há vários trechos fechados para trabalhos de infraestrutura e drenagem (veja o quadro na pág. 28). É o caso de vias de grande movimento, como Barão de Tefé, Sacadura Cabral e Avenida Venezuela. Com isso, tornou-se comum a mudança nos itinerários e nas paradas das 35 linhas de ônibus que passam pela região. No momento, está a pleno vapor a construção do novo sistema viário local, cujo ponto alto é a Via Binária, uma artéria paralela à Avenida Rodrigues Alves por toda a extensão do porto, com 3,5 quilômetros e três faixas em cada sentido. Em 2016, quando o pacote de intervenções deve estar concluído – com a derrubada da Perimetral, a transformação da Rodrigues Alves numa via expressa e a abertura de sua paralela -, a estimativa é que será ampliada em 50% a capacidade de circulação nesse trajeto, hoje em torno de 7 600 veículos por hora. Para amenizar o impacto das intervenções na cidade, a prefeitura aumentou o número de controladores de tráfego de 350 para 630 agentes. O que não falta para essa turma é trabalho.

 

clique na imagem abaixo, veja detalhes das obras e saiba como evitá-las

 

 
O próximo verão se anuncia especialmente tumultuado, seja para quem ficar, seja para quem quiser deixar o Rio, uma vez que as zonas Oeste e Portuária, rotas de saída para a Costa Verde e a Região dos Lagos, respectivamente, estarão cheias de obstáculos. Na estação em que a capital recebe uma massa de 3 milhões de visitantes, a expansão do metrô decerto vai trazer inconvenientes. Para levar o sistema até a Barra da Tijuca, inicialmente dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva (entre a Afrânio de Melo Franco e o Jardim de Alah e da General Urquiza à Bartolomeu Mitre) serão totalmente fechados ao trânsito durante nove meses, a partir do ano que vem. Não será o único transtorno que moradores e banhistas de Ipanema e Leblon terão pela frente. Aberta no fim de 2009, a estação General Osório ficará oito meses fechada, também a partir do começo de 2013, para a construção de um túnel de ligação com a plataforma da Linha 4. A parada imediatamente anterior, no Cantagalo, ficará desativada pelo mesmo período.
Quem já enfrentou uma reforma em casa sabe bem o desgaste decorrente do quebra-quebra, com muita poeira e barulho. Há que ter em mente que a situação é transitória, mas os benefícios ficarão para sempre. Em Londres, onde dentro de dois meses serão realizados os Jogos Olímpicos, houve gritaria contra determinadas cirurgias urbanas realizadas com vistas à competição. Parte da população protestou contra o gasto de 50 milhões de reais para reformular a Leicester Square, praça famosa por receber grandes estreias do cinema. Reinaugurada há poucos dias e tinindo de nova, ela deixou as reclamações para trás. Se os cariocas darão a mesma acolhida às intervenções em andamento, dependerá da eficiência das autoridades em cumprir prazos, do planejamento para atenuar os transtornos e, acima de tudo, do resultado. Tudo indica, porém, que a cidade vai emergir ainda mais bonita quando esse período terminar.

 

Fonte: Veja Rio

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“O futuro está sendo inventado no Rio.”

Merci beaucoup, Rio
O jornal francês “Le Figaro” publicou ontem uma edição de sua revista só com notícias sobre o Rio. O título da capa diz: “O futuro está sendo inventado no Rio.”

Está lá ainda: “Ontem moribunda, gangrenada por narcotraficantes, a cidade está em pleno renascimento.” Deus o ouça.

Veja a reportagem na íntegra, abaixo:

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L’avenir s’invente à Rio

Le front de mer de Rio, vu du Pain de Sucre.
Le front de mer de Rio, vu du Pain de Sucre. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Sommet Rio + 20, JMJ, Coupe du monde de foot, JO… hier moribonde, gangrenée par les narcotrafiquants, la ville de Rio, au Brésil, est en pleine renaissance. Revue de détail.

Si la situation n’était pas aussi absurde, Izabella Teixeira aurait presque envie de rire. La ministre de l’Environnement du Brésilvient de comprendre qu’elle n’avait pas d’endroit où se loger à Rio de Janeiro, en juin, durant la conférence des Nations unies sur le développement durable, le Rio + 20. Plus de 50.000 personnes, dont 130 chefs d’État, sont attendues pour parler de l’économie verte et de l’éradication de la pauvreté, mais la ville n’a que 26.000 chambres d’hôtel à proposer, à des tarifs prohibitifs. Les uns iront sur des bateaux, d’autres dans des villes voisines, ou chez l’habitant. Izabella Teixeira s’installera chez des parents cariocas.Les hôteliers se frottent les mains, car la conférence mondiale fait office de répétition. «Nous avons l’agenda d’événements internationaux le plus jalousé du monde», se félicite Antonio Pedro Figueira de Mello, secrétaire au tourisme de la municipalité. Et de dérouler: Rio + 20 en 2012 ; Coupe des confédérations et Journées mondiales de la jeunesse en présence du pape en 2013 ; Coupe du monde en 2014 ; 450e anniversaire de la ville en 2015, et Jeux olympiques en 2016.«Il n’y a plus de saison basse à Rio de Janeiro», poursuit de Mello: plus de 1,8 million d’étrangers sont venus en 2011, 400.000 de plus qu’en 2009. «Même la jet-set revient! elle a toujours adoré Rio, mais lui avait tourné le dos», pointe Rogerio Fasano, dont le luxueux hôtel qui porte son nom sur la plage d’Ipanema ne désemplit pas, assiégé de paparazzis.

Depuis la terrasse de l'hôtel Fasano, la vue embrasse toute la plage d'Ipanema. Créateur de ce palace, Rogerio Fasano se félicite du retour de la jet-set.
Depuis la terrasse de l’hôtel Fasano, la vue embrasse toute la plage d’Ipanema. Créateur de ce palace, Rogerio Fasano se félicite du retour de la jet-set. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Le tournant, aux yeux du monde, a lieu le vendredi 2 octobre 2009. Sur la plage de Copacabana, les Cariocas sont tout rires et larmes à l’annonce du choix de leur ville pour les Jeux olympiques de 2016. Ce n’est pas l’arrivée de la flamme en Amérique du Sud qui les émeut, mais le sentiment que Rio de Janeiro renaît de ses cendres. Car la «Ville merveilleuse» avait tout perdu. En 1960, Brasília lui vole son statut de capitale. En 1964, la dictature terrorise ses étudiants, muselle ses artistes et exile ses militants politiques. Le repli de l’État, dans les années 1980, précipite le déclin de l’industrie, et le secteur financier migre vers São Paulo. Les élus de la capitale et de l’État rivalisent de clientélisme et d’incompétence. Le territoire est dépecé. La «phalange rouge», qui réunissait les barons du narcotrafic, explose en trois factions – le «commando rouge», «les amis des amis», le «troisième commando» – qui se font la guerre, enrôlant des policiers corrompus. Ailleurs, des escadrons de la mort sèment la terreur, églises et députés vendus au crime organisé s’imposent comme dernier recours. La violence est hors de contrôle: avec un taux de 57 assassinats pour 100.000 habitants, Rio est en 2000 la sixième ville la plus dangereuse du pays. En juin 2002, le journaliste Tim Lopes, en reportage dans la favela d’Alemão, est torturé puis exécuté par les trafiquants. Ses restes sont brûlés dans un pneu, selon la pratique appelée «micro-ondes» par les bandits. Rio de Janeiro est prête à mettre la clé sous la porte.

Le changement, d’abord, est imperceptible. Il vient de loin, de Brasília. Le président, Luiz Inácio Lula da Silva, y annonce une batterie de mesures sociales, à commencer par l’allocation Bolsa Família. Combinée à l’augmentation du salaire minimum, elle dope la consommation et l’emploi. Le gouvernement lance de grands travaux et redéploie sa politique étrangère, attirant des délégations du monde entier. À chaque fois, Rio de Janeiro grignote quelques points. Mais les progrès sont lents, il y a des limites à ce qu’on peut faire à partir du pouvoir central dans un pays fédéral. Même si le président veut envoyer des troupes à Rio, la Constitution le lui interdit.

Le déclic vient, pour la première fois, du calendrier électoral. En 2006, Lula est réélu, et Sérgio Cabral devient gouverneur de l’État de Rio. Deux ans plus tard, Eduardo Paes remporte la mairie. Les deux hommes étaient des opposants au président, mais ils veulent profiter de son incroyable popularité et, confusément, sentent que l’avenir de la ville est entre leurs mains. «Pour la première fois, l’Union fédérale, l’État et la ville s’unissent, c’est une révolution», précise Marcelo Neri, de la Fondation Getúlio Vargas. Ces rouages qui s’enclenchent enfin, le gouverneur en a même fait le slogan de l’État: «Rio de Janeiro: additionnons nos forces.» À commencer par la sécurité. En 2007, la situation est désespérée. Dans la guerre qui l’oppose aux trafiquants, la police a tué plus de 1300 personnes. Elle invoque l’autodéfense mais à la morgue, les cadavres portent des marques d’exécution. Les bavures se multiplient, au-delà des victimes pauvres des favelas, ignorées des journaux télévisés. Un enfant meurt quand un policier mitraille la voiture de ses parents devant son domicile, à la Tijuca, un quartier de la classe moyenne. «Non seulement la stratégie policière est inefficace, elle devient politiquement coûteuse», analyse Inácio Cano, spécialiste des questions de violence à l’université de l’État de Rio (UERJ). Le gouverneur change de cap.

De jeunes policiers mieux payés présumés moins corruptibles

Ce 19 novembre 2008, personne ne prête attention lorsqu’un commando du Bope, le corps d’élite de la police militaire, investit la favela Santa Marta. C’est pourtant le début d’une nouvelle politique. Plus question de faire le coup de poing pour abandonner les lieux dans la foulée. «L’idée, ce n’est pas d’en finir avec la drogue, il y en aura toujours, comme à Paris ou à Londres. Mais l’État doit reprendre le contrôle du territoire», résume José Mariano Beltrame, le secrétaire à la Sécurité de l’État de Rio. Lorsque le Bope se retire, il fait place à l’Unité de police pacificatrice (UPP). Pour gagner la confiance des habitants, on envoie des policiers tout fraîchement sortis de l’académie, formés aux Droits de l’homme et, on l’espère, moins corruptibles, car un peu mieux payés, grâce à une prime du gouvernement fédéral, en plus du salaire versé par l’État de Rio. Ils occupent aujourd’hui 21 favelas, un territoire englobant 400.000 personnes.«Il faut que la police soit suivie par les autres services, transports, santé, éclairage public, loisirs… Nous avons une dette envers ces personnes, que nous n’avons pas traitées en citoyens», insiste Beltrame.

Dans le complexe Alemão, un téléphérique a été installé en 2011 par l’entreprise française Poma. Transportant 12.000 passagers par jour, il relie les sommets des collines de chaque favela, réduisant le temps de locomotion et facilitant ainsi l’accès à l’emploi. «Nous venons de fêter le 2 millionième passager», s’enorgueillit Benjamin Dunesme, le représentant de Poma, en espérant rafler d’autres contrats similaires, notamment celui de la favela Rocinha .Dans le Borel, au cœur du quartier Tijuca, l’accent a été mis sur le ramassage des ordures. Des camions miniatures et des motos ont été dessinés pour les rues de cette favela, étroites et pentues. «Nous avons compris que, pour réduire la distance entre la favela et l’asphalte, comme on appelle le reste de la ville, il fallait un traitement différencié. Penser universel ne suffit pas», explique Ricardo Henriques, le président de l’Institut Pereira Passos, chargé de mettre en musique ces politiques publiques, appelées UPP Social.

Il y a encore quatre ans, aucun taxi n’acceptait de déposer un client dans la communauté de Santa Marta. On y emprunte désormais sans problème le «bondinho», le train funiculaire tout juste installé pour atteindre le sommet sans grimper les 788 marches nécessaires. À l’entrée, des guides du Rio Top Tour, issus de la favela et formés par la mairie, offrent aux touristes de leur montrer la statue de Michael Jackson. En 1996, c’est ici que le roi de la pop avait tourné le clip de la chanson They Don’t Care About Us, avec l’autorisation des trafiquants.


«L’intérêt de découvrir la favela avec nous, c’est de comprendre comment nous vivons, je fais même visiter ma maison!», s’enthousiasme le guide Gilson Silva, avant de prendre la pause au bras de deux Australiennes.

Tous les Cariocas n’ont pas cette chance. Le trafic fait encore la loi dans de nombreuses favelas, et un bon million de personnes vit sous la tutelle des milices. Formées par des policiers, à la retraite ou en activité, elles contrôlent, sur le modèle de la mafia, les services dans les quartiers populaires: bus clandestins, commissions sur l’entrée des bouteilles de gaz, branchements sauvages à l’électricité… «C’est une activité beaucoup plus lucrative que le narcotrafic, elle nargue l’État en embauchant des policiers et à travers ses ramifications politiques locales», alerte Marcelo Freixo, député du parlement de l’État de Rio de Janeiro. En 2008, l’ex-professeur d’histoire a osé affronter ce pouvoir parallèle en montant une commission d’enquête. Elle a conduit plus de 200 personnes, entre policiers et élus, derrière les barreaux, du jamais vu à Rio. Il y a gagné une réputation nationale, mais aussi la compagnie de quatre gardes du corps, depuis que sa tête est mise à prix. Le réalisateur José Padilha, qui avait remporté l’Ours d’or de Berlin en 2008 avec son film Troupe d’Élite, a fait de lui l’un des héros de la suite, Troupe d’Élite 2, le plus vu de l’histoire du Brésil. «Cela a changé l’image des milices dans l’opinion publique, on veut en finir avec cette violence et cette corruption, dans toute la ville», espère Marcelo Freixo, qui briguera la mairie en octobre.


«L’intégration des favelas donne de la valeur à ceux qui y habitent, c’est un processus irréversible», renchérit Julia Michaels, dont le blog, Rio Real, très lu, s’est fixé pour mission de couvrir les métamorphoses de la ville. Américaine installée à Rio depuis trente ans, Julia a vu la révolution des UPP contaminer l’asphalte, et le dialogue s’enclencher. Elle cite, pêle-mêle, le Bar de David, installé dans la favela de Chapéu Mangueira, où les voisins de Copacabana grimpent manger une feijoada de fruits de mer, le concours de passinho dans la favela de Salgueiro, qui fait fureur auprès des jeunes de la ville. «Les Cariocas commencent à s’aimer et à aimer leur ville, du coup, ils veulent participer à ce changement», note-t-elle. Au sein de la société civile, des associations voient le jour, telles Mon Rio, ou Rio, j’aime, j’en prends soin. La vision est parfois élitiste, mais c’est un bouleversement dans un milieu où l’on affirmait, il y a peu encore, que «la seule issue, c’est l’aéroport».

Réputé comme un des meilleurs de la ville, le Bar do David se trouve au cœur de la favela «reconquise» de Chapéu Mangueira. David y sert une délicieuse feijoada de fruits de mer.
Réputé comme un des meilleurs de la ville, le Bar do David se trouve au cœur de la favela «reconquise» de Chapéu Mangueira. David y sert une délicieuse feijoada de fruits de mer. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

D’autant que l’élite change, et vite, grâce à la démocratisation de l’enseignement supérieur. C’est l’UERJ qui a donné le coup d’envoi, avec l’introduction en 2001 des quotas raciaux et sociaux. Le recteur veut alors surmonter une contradiction: pour intégrer les universités publiques, les plus prestigieuses au Brésil, il faut passer un concours, dont seuls les lycéens du privé ont le niveau. Dans ce contexte, Cíntia Lopes de Barro, qui a grandi dans la banlieue de Paciência, était condamnée, comme sa mère et sa soeur aînée, à se marier jeune et sans diplôme. Entrée à l’UERJ grâce au quota des étudiants pauvres, la jeune fille, aujourd’hui en maîtrise, se rêve chercheuse. «J’ai souffert des préjugés, mais j’ai démontré mes capacités. Nous sommes nombreux maintenant», assène-t-elle. La discrimination positive s’est étendue à 70 % des 92 universités publiques. Elle est plus importante encore dans le privé grâce au programme ProUni, qui propose aux facultés d’instaurer des quotas en échange d’exonérations fiscales. En 2009, un tiers des 5,9 millions d’étudiants venaient de familles pauvres, deux fois plus qu’en 2002. «Le visage de l’université a changé. Avant, il n’y avait que des play-boys au look de surfeur, maintenant, on voit des banlieusards mats de peau», s’amuse Cíntia. Et de préciser, dans un rire, que si elle est blonde, c’est grâce à L’Oréal.

La praia Vermelha (la plage rouge), de nuit. En lisière du Pain de Sucre, ell est privée dans sa quasi-totalité. Ce lieu idyllique a souvent servi de décor aux scènes romantiques des fameusestelenovelas.
La praia Vermelha (la plage rouge), de nuit. En lisière du Pain de Sucre, ell est privée dans sa quasi-totalité. Ce lieu idyllique a souvent servi de décor aux scènes romantiques des fameusestelenovelas. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Réputé paralysé, le pouvoir municipal joue aussi la carte du changement. Le système des bus s’est amélioré et, dans cette ville qui compte 48 % d’espaces verts, une partie des parcs est réhabilitée. Dans la zone ouest, où se dresse le quartier Barra, on installe le tout-à-l’égout. Le centre-ville, déserté par la classe moyenne, est un chantier à ciel ouvert. Cinq millions de mètres carrés sont en travaux, des installations olympiques, mais aussi des musées, des logements, des bureaux… Construit entre les années 1950 et 1970 pour désengorger le trafic, le viaduc qui défigure le centre historique sera enterré d’ici à 2016. «Le vrai intérêt des Jeux, c’est que cela nous met la pression pour tenir les délais», insiste Ricardo Henriques.

Projet Porto Maravilha. L'ancienne zone portuaire de Rio de Janeiro n'est qu'un vaste chantier de réhabilitation urbaine. En tout, plus de 500 hectares d'entrepôts et d'immeubles d'habitations sont conernés par ce plan.
Projet Porto Maravilha. L’ancienne zone portuaire de Rio de Janeiro n’est qu’un vaste chantier de réhabilitation urbaine. En tout, plus de 500 hectares d’entrepôts et d’immeubles d’habitations sont conernés par ce plan. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

Le bouleversement fait aussi grincer les dents. Pour Inalva Mendes Brito, militante du Comité populaire de la Coupe du monde et des Jeux olympiques, «les travaux se font au détriment des communautés». Elle dénonce une revalorisation pensée pour les touristes et en faveur des géants brésiliens du BTP, alors que le boom immobilier chasse les ménages modestes. Certains n’ont pas attendu pour acheter. François-Xavier Dussol, patron de deux luxueuses maisons d’hôtes, a racheté pour une bouchée de pain l’hôtel Paris, occupé depuis cinquante ans par des prostituées, place Tiradentes, dans le centre historique. «Nous sommes à deux pas de Petrobras, de la banque BNDES et du théâtre municipal. Ces hommes d’affaires, artistes et touristes n’auront plus besoin d’aller à Copacabana pour trouver un hôtel correct», explique-t-il. Quelque 7 millions de réis sont nécessaires au projet, mais on lui en a déjà proposé 5 pour l’immeuble sans travaux, preuve que d’autres ont ouvert les yeux sur le potentiel du centre.

Avec le retour de la sécurité, ouvrir un bar n’est plus une hérésie

Un autre quartier est pris d’assaut par le privé, celui du Catete, qui abrite le palais où le président Getúlio Vargas s’est suicidé en août 1954, «le cœur historique de Rio», s’émeut l’économiste Carlos Lessa. L’ancien président de la BNDES y a récupéré une maison en ruine pour en faire une salle de concert, doublée d’un restaurant de haute gastronomie. Le Casarão Ameno Resedá se dresse dans un paysage fantôme: les édifices voisins sont en ruine, certains n’ont plus qu’une façade. Mais la réputation de Lessa attire ici stars de la samba et clients fortunés. «Toute la rue a pris de la valeur. À Rio, la musique reste un pôle d’attraction», se félicite-t-il. Avec le rétablissement de la sécurité, ouvrir un bar branché au Catete n’est plus une hérésie. Pour Pedro de Lamare, le président du syndicat des hôtels et restaurants de la ville. «C’est même devenu la seule option pour les nouveaux venus sur le marché: les loyers commerciaux à Ipanema ou Copacabana sont devenus tellement délirants qu’il faut en sortir.» À Glória, la marina a repris des couleurs alors que le milliardaire Eike Batista a racheté le mythique Hôtel Glória, aujourd’hui en pleins travaux.

Seule femme PDG du secteur pétrolier, Gisèle Mac Laren dirige un chantier naval qui construit des navirs ravitailleurs. Elle espère produire des plates-formes pétrolières demain.
Seule femme PDG du secteur pétrolier, Gisèle Mac Laren dirige un chantier naval qui construit des navirs ravitailleurs. Elle espère produire des plates-formes pétrolières demain. Crédits photo : Eric Garault/Eric Garault

C’est d’ailleurs à partir de l’église voisine Nossa senhora da Glória, qui surplombe la baie, qu’apparaît ce que Rio considère comme son passeport pour le futur: les plateformes pétrolières. Là encore, c’est l’histoire d’une résurrection. À la tête d’une entreprise familiale de construction navale, Gisèle Mac Laren n’y croyait presque plus. «Mon père voulait vendre, je l’ai convaincu d’attendre», raconte celle qui a commencé à travailler sur le chantier à 15 ans avant de devenir, à 44 ans, la seule femme PDG du secteur. «En 2007, Dilma nous a appelés pour nous parler du pré-sel, et tout a changé», ajoute-t-elle. À l’époque, la présidente Dilma Rousseff était chef de la Maison civile, l’équivalent de premier ministre. Elle annonçait aux professionnels la découverte de gigantesques réserves au large de Rio et São Paulo. S’étalant sur 800 kilomètres, à 200 kilomètres des côtes, ce pétrole est enfoui entre 5000 et 7000 mètres sous la mer, sous une couche de sel, d’où l’appellation de «pré-sel». Avec des réserves estimées entre 50 et 100 milliards de barils, le Brésil, actuellement maître de 15,7 milliards de barils, pourrait devenir un acteur de premier plan. La seule Petrobras a prouvé l’existence de 29 milliards de barils, et s’est fixé comme objectif de porter sa production actuelle de 2,1 millions de barils par jour à 4,9 millions quotidiens. Sur le chantier Mac Laren, l’activité bat son plein: on y répare et on y construit des navires de ravitaillement offshore et bientôt, espère Gisela, une plate-forme pétrolière. «Le Brésil doit, pour sa souveraineté, maîtriser seul la technologie d’extraction du pré-sel», martèle-t-elle.

Relancer la production navale pour ne plus dépendre des constructeurs asiatiques, Lula en a fait une priorité dès son arrivée à Brasília. On est encore loin du compte, mais l’exigence de 65 % de contenu brésilien a redonné du souffle aux chantiers abandonnés. Le soudeur Paulo Cesar Ferreira da Silva ne cache pas son émotion quand il raconte son retour sur l’arsenal Mauá, à Niterói, la ville qui fait face à Rio de l’autre côté de la baie de Guanabara. Apprenti à 18 ans, en 1976, il avait dû quitter l’entreprise dix ans plus tard faute de travail, pour devenir chauffeur. «Quand je suis revenu, en 2001, nous étions 45, et maintenant 3 000! C’est tellement bon, c’est comme serrer dans ses bras un ami qu’on n’a pas vu depuis longtemps», glisse-t-il. Et de s’enthousiasmer de l’arrivée sur les chantiers de jeunes et de femmes comme Sandra Santos Nascimento. La jeune soudeuse a abandonné son métier de vendeuse, attirée par le salaire et les perspectives de carrière: «Ici, nous représentons 10 % des travailleurs», revendique-t-elle, en précisant qu’elle y a entraîné sa mère et sa sœur.Si l’on fait appel aux femmes, c’est que la main-d’œuvre manque. «C’est notre défi numéro un», reconnaît Eduardo Molinari, du département exploration et production de Petrobras. Dans cette branche de l’entreprise, le nombre d’employés a augmenté de 67 % depuis 2001, pour atteindre 25.000 personnes. «Et on doit en embaucher 13.000 de plus d’ici à 2015», soupire-t-il.

Un boom de la demande qui attire au-delà des frontières. L’entreprise française Anotech Energy en a fait sa spécialité. «On a besoin de professionnels de la sécurité, de la logistique, des ingénieurs foreurs», précise Sébastien Prat, gérant de la filiale à Rio. «Nous recrutons des Brésiliens, mais de plus en plus d’expatriés, notamment français, tentent l’aventure», poursuit-il. Aigu dans l’industrie pétrolière, le problème de la main-d’oeuvre s’étend à tous les secteurs, le chômage étant au plus bas. «Sur les douze derniers mois, le revenu par habitant a augmenté de 14,3 % à Rio de Janeiro, contre 6,1 % dans les autres métropoles», précise l’économiste Marcelo Neri. Les ingénieurs, mais aussi les maçons, font monter les enchères, alors que femmes de ménage et garçons de café menacent de jeter leur tablier pour un autre métier. «Rio de Janeiro est représentatif d’un changement profond de l’identité des Brésiliens», résume le sociologue Inácio Cano. «Avec la réduction des inégalités et de la violence, ils ne pensent plus vivre dans une zone périphérique, surtout depuis que la crise s’est abattue sur l’Europe», explique-t-il.

La «Ville merveilleuse» prétend disputer l’avant-garde aux autres métropoles mondiales, mais comme pour le reste du Brésil, le modèle reste encore à inventer. Comment se développer sans agresser l’environnement? Comment redynamiser les quartiers sans expulser les plus pauvres et céder aux sirènes des groupes immobiliers? Comment transformer des populations abandonnées en citoyens? «Longtemps, trafiquants, miliciens et politiques corrompus étaient considérés comme intouchables, puis on a vu apparaître des héros comme Marcelo Freixo, qui leur tiennent tête et incarnent ce nouveau Rio», estime Inácio Cano, avant de conclure: «Mais c’est quand on n’aura plus besoin de héros que la partie sera gagnée.»

As fotos de hoje

O BRASIL É governado por uma presidente durona e… chorona. A coluna já perdeu a conta das vezes em que Dilma ficou com voz embargada — como quarta agora, na instalação da Comissão da Verdade. Ela quase foi às lágrimas ainda na posse, em janeiro de 2011, quando disse: “Estendo minha mão para os partidos de oposição e aqueles que não me acompanharam nessa jornada.” Dilma também lacrimejou ao comentar a chacina de 13 crianças numa escola municipal do Rio e no lançamento do programa para pessoas com deficiência. No mais, é como lembra um verso de Cecília Meireles: “O choro vem perto dos olhos para que a dor transborde e caia.”

 

Fonte: Coluna do  Ancelmo – O Globo

Turistas elegem praia brasileira a melhor da América do Sul

Rio de Janeiro ficou com o primeiro lugar na lista. Foto: Pedro Kirilos/ Ascom Riotur/DivulgaçãoRio de Janeiro ficou com o primeiro lugar na lista
Foto: Pedro Kirilos/ Ascom Riotur/Divulgação



Os usuários da página de turismo TripAdvisor escolheram os melhores destinos na América do sul para aproveitar boas praias. O Brasil, claro, domina a lista, que também inclui outros destinos pouco conhecidos no nosso País. Veja a lista.

1) Rio de Janeiro, Brasil
Todo ano, no Rio de Janeiro chegam turistas do mundo inteiro que visitam a Cidade Maravilhosa para se divertir no Carnaval, mas também para conhecer suas praias de nomes tão conhecidos como Copacabana e Ipanema. Não há como negar, as praias do Rio de Janeiro embelezam a cidade e fazem dela um lugar único no mundo, que vive em sintonia com as areias e a água do mar.

 

2) Natal, Brasil
Capital do Rio Grande do Norte, Natal é uma das mais belas cidades do nordeste, com muito sol e belas praias. Ponta Negra é uma das praias mais conhecidas de Natal, caracterizada pelo Morro do Careca, duna de 120 metros. O litoral de Natal tem águas cálidas e a cidade é ponto de acesso para numerosas e excelentes outras praias do estado, como Pipa ou Maracajaú.

 

3) Búzios, Brasil
Antigo vilarejo de pescadores a 190 km do Rio de Janeiro, Búzios ganhou fama na década de 1960, quando a musa da época, Brigitte Bardot, foi passar férias no local. Desde então, Búzios se transformou num dos principais destinos turísticos do litoral fluminense. Belas praias e numerosas opções de lazer e diversão noturna fazem parte dos atrativos de da cidade.

 

4) Florianópolis, Brasil
Jovem e divertida, Floripa é uma das cidades mais atrativas do sul do Brasil. Além de seus bares e discotecas reputados país afora, a ilha/capital catarinense tem mais de 40 praias , algumas delas muito populares, como Joaquina, Jurerê e Galheta.

 

5) San Andrés, Colômbia
A ilha de San Andrés é uma pérola do Caribe colombiano cada vez mais presente no roteiro turístico de pessoas em busca de sol e tranquilidade. Também conhecido como ¿mar das sete cores¿, San Andrés tem águas límpidas com diferentes tons de azul e protegidas por barreiras de coral, e praias onde a música ao vivo costuma acompanhar os drinques a base de rum colombiano.

 

6) Paraty, Brasil
A meio caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro, Paraty é uma cidade muito apreciada por turistas nacionais e estrangeiros. Além da proximidade de praias como Trindade e Jundiaquara, Paraty se destaca pela preservação de sua arquitetura colonial, tombada pela Unesco.

 

7) Santa Marta, Colômbia
Cidade do extremo norte da Colômbia frente ao mar do Caribe, Santa Marta tem praias que se caracterizam por suas areias brancas, com águas azuis com recifes de coral, ideais para a prática do mergulho. Perto de Santa Marta, o Parque Nacional Tayrona esconde algumas das maiores belezas naturais e praias mais bonitas do litoral colombiano.

 

) Punta del Este, Uruguai
Tradicional destino uruguaio com luxo e glamour, Punta del Este é um lugar escolhido por muitas celebridades latino-americanas para passar suas férias durante o verão. Casa vez mais brasileiros escolhem Punta para curtir alguns dias em praias como La Barra e Bikini Beach e, eventualmente, tentar sua sorte no casino do hotel Conrad.

 

9) Salvador, Brasil
Salvador é uma das capitais mais vibrantes e únicas do Brasil, com uma forte identidade cultural e artística e numerosas praias muito apreciadas pelos habitantes locais e pelos turistas. Itapuã, com seu famoso farol, Pituba e Porto da Barra são algumas das praias soteropolitanas que contribuem para que Salvador seja uma cidade especial.

 

10) Montevidéu, Uruguai
A capital uruguaia é uma cidade divertida, com um estilo que lembra o de Buenos Aires, mas uma identidade própria e muitas atrações. Ao pé da “rambla” (calçadão) de cerca de 20 km, os habitantes de Montevidéu podem aproveitar os dias de sol em praias do Rio de la Plata,como Buceo, Carrasco e a popular Pocitos

Encontro marcado no Rio

Em contagem regressiva para a Rio+20, cidade prepara centros de convenção, áreas turísticas e até favelas para receber 50 mil participantes da conferência


Pavilhão do estado do Rio, que será montado durante a Rio+20

As atividades começam simultaneamente no dia 13 de junho. O Riocentro vai abrigar as rodadas de negociações entre diplomatas para a adoção da declaração final da conferência. Lá, estará em jogo boa parte do sucesso ou fracasso da Rio+20

É cedo para dizer se a maioria dos 150 chefes de estado aguardados pelo Itamaraty para a Rio+20 vão de fato desembarcar na cidade. Mas a julgar pelos preparativos do evento, grande parte da movimentação e da visibilidade mundial dedicada ao Brasil estão prestes a reeditar o frisson de 20 anos atrás, quando a ECO-92 transformou o Rio em capital do mundo. Além da cúpula que vai discutir o futuro do desenvolvimento sustentável, estão a caminho debates, exposições, encontros e (muitas) manifestações promovidas pelas mais diversas entidades. Sem falar na fila de celebridades internacionais que devem passar pela cidade para apoiar causas que vão da defesa do meio ambiente à ajuda aos países pobres.

A perspectiva é de que 50 mil pessoas cheguem somente para as atividades da ONU no Riocentro, mas um número ainda não estimado pelas autoridades é esperado para participar dos eventos paralelos. Com uma verba de 200,1 milhões do orçamento de 430 milhões de reais liberados em dezembro para a Rio+20 — o restante do orçamento é repartido entre os Ministérios da Justiça (48 milhões de reais), Ministério do Meio Ambiente (15,8 milhões), Ministério da Defesa (157,1 milhões) e Presidência (9 milhões) — o ministro Laudemar Aguiar é encarregado de chefiar a comissão que prepara a logística daquela que pretende ser a maior conferência da história. “É assim (como a maior conferência da história) que a ONU está tratando a Rio+20. E é com esse perspectiva que trabalhamos. Claro que esperamos que todos os principais convidados compareçam. Mas a grandeza é também pelo tema. Temos um processo que vem desde Estocolmo, passa pela Rio 92 e chega à Rio+20. É um novo caminho que vai ser aberto”, afirma Aguiar.

Onde e quando acontecerão os eventos da Rio+20

Os cerca de 50 mil participantes da conferência vão se reunir em espaços nas zonas sul e oeste, com destaque para as regiões próximas ao Parque do Flamengo e ao Riocentro

PARQUE DO FLAMENGO

Vista aérea do Aterro do Flamengo. Foto: Selmy Yassuda

Será a sede dos eventos de ONGs, instituições públicas e pequenas ou médias empresas. Estão previstos para o local a Cúpula dos Povos e a Marcha das ONGs. Os eventos começam no dia 13 e vão até 22 de junho, em uma extensão de área ainda a ser definida pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

PALÁCIOS GUANABARA E LARANJEIRAS


Palácio Guanabara. Foto: Divulgação / Governo do estado

A sede do governo estadual e a residência oficial do governador vão receber reuniões preparatórias da Cúpula Mundial dos Governos Regionais e o coquetel de boas vindas para as autoridades. As atividades estão agendadas para os dias 17 e 18 de junho.

FAVELAS


Favela da Rocinha. Foto: Christophe Simon/AFP

Ocupadas por policiais militares das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), algumas das favelas consideradas ‘pacificadas’ receberão visitas de delegações, empresários e jornalistas. Estão no roteiro o Complexo do Alemão, na zona norte; Chapéu Mangueira, Babilônia, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e Rocinha, na zona sul; e Cidade de Deus, na zona oeste.

AUTÓDROMO DE JACAREPAGUÁ


Vista aérea do Autódromo de Jacarepaguá. Foto: Genilson Araujo / Agência O Globo

Será a área destinada a ONGs e empresas do estado do Rio, com eventos entre os dias 13 e 22 de junho.

PAVILHÃO DO ESTADO DO RIO


Foto: Divulgação

Em uma área de cerca de 4 mil metros quadrados estão previstos diversos eventos e encontros, entre eles o lançamento de uma marca que visa a associar o estado do Rio ao conceito de sustentabilidade e o Megacidades, encontro nacional sobre políticas públicas voltadas para ações sustentáveis. No pavilhão será lançado o Clean Revolution, pelo Climate Group. Estão previstas também uma sessão da R20, iniciativa liderada pelo ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e o World Green Summit, encontro empresarial sobre sustentabilidade. Os encontros vão de 13 a 22 de junho.

RIOCENTRO


Foto: Divulgação / Comitê Nacional Organizador

Nas salas e auditórios do centro de convenções acontecerão as reuniões para negociações e acordos políticas da Rio+20, envolvendo as delegações dos países entre 13 e 22 de junho.

Também será o local da plenária da ONU onde estarão reunidos os chefes de estado nos dias 20, 21 e 22 de junho. Na área externa do centro de convenções uma infraestrutura especial abrigará os eventos paralelos da ONU, entre os quais os Diálogos Sustentáveis promovidos pelo governo brasileiro dias 16, 17, 18 e 19 de junho. Um estande de 50 metros quadrados será dedicado a atividades de promoção turística e divulgação do Rio.

FORTE DE COPACABANA


Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Será a área destinada aos governos de cidades reunidos na coalizão internacional C40, voltada para as questões ambientais das grandes cidades. As datas das atividades ainda não foram definidas pela organização.

Se a presença de líderes como Barack Obama (EUA), Yoshihiko Noda (Japão), Mario Monti (Itália) e Vladmir Putin (Russia) ainda é incerta, o mesmo não se pode dizer da massa de ambientalistas e integrantes de organismos internacionais a caminho do Rio. Tanto que, para quem está pensando em participar da conferência, o momento agora é de garantir acomodação, pois praticamente não há mais vagas disponíveis na rede hoteleira. Aguiar afirma que a organização reservou metade dos quartos disponíveis para as delegações oficiais, entre governos de países participantes e funcionários da ONU. Mas o restante já foi reservado por membros da sociedade civil. A própria organização da Rio+20 admite estar encontrando dificuldades para acomodar tanta gente. “A rede hoteleira do Rio é limitada. Estamos esperando 50 mil pessoas só entre os credenciados para a cúpula do Riocentro”, afirma Aguiar. O diplomata tentou acionar transatlânticos para ajudar a aumentar a capacidade de hospedagem, mas a alta temporada de cruzeiros até agora impediu deslocamentos.

No time das celebridades, o ex-exterminador do futuro e governador da Califórnia, Arnold Schwarzeneger, deve marcar presença. O grandalhão ganhou força também na defesa do meio ambiente, e vai promover a R20, sua iniciativa para desenvolver uma parceria entre governos regionais para implementar projetos voltados ao desenvolvimento das economias locais com benefícios ambientais, como redução de emissões de carbono e uso eficiente de energia. Bono Vox, líder da banda U2, é outro ativista do time das celebridades que consta na lista de convidados. Nada confirmado, mas com o líder do U2 por aí, a expectativa passa a ser também a de uma canja surpresa.

O ex-presidente americano Bill Clinton e James Cameron, diretor de Titanic e Avatar, também são aguardados na passarela da Rio+20. A ONU ainda não dá pistas, mas é provável que um time de seus embaixadores vá aterrissar na cidade para apoiar a causa. As possibilidades são muitas, e vão de Angelina Jolie a Lionel Messi, de Gisele Bündchen a George Clooney, de Zinedine Zidane a David Beckham. O governo federal também promete trazer CEOs de grandes empresas e vencedores de Prêmios Nobel para painéis dos Diálogos sobre Sustentabilidade, que ocorrem no Riocentro, entre os dias 16 e 19.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, vai oferecer um jantar de gala para governadores regionais de outros países no Palácio Guanabara. A ideia é promover o Rio como líder. “É uma oportunidade muito grande para o estado se posicionar na liderança do desenvolvimento sustentável. O Rio de Janeiro tem grandes riquezas minerais e naturais e pode ser a capital intelectual dessa nova economia verde e sustentável”, afirma o superintendente de economia verde do estado, Walter Figueiredo de Simoni.

A diversidade de temas na pauta da Rio+20 também levará à cidade uma lista extensa de organizações não-governamentais. Conhecidos por fazer protestos e demonstrações tão criativas quanto ousadas, o Greenpeace e a World Wide Found for Nature (WWF) já confirmaram presença. O Greenpeace vai trazer seu novo navio, o ‘Rainbow Warrior III’, que ficará aberto para visitação. De acordo com o representante da ONG no Brasil, Nilo D´Ávila, representantes da indústria naval vão ser chamados para conhecer a embarcação, que é construída para ser ‘ecoeficiente’ nos mínimos detalhes. Um exemplo é o uso de água. O barco tem a capacidade de armazenar 59 metros cúbicos de água utilizada para banho e descarga, sem precisar jogá-la no mar. Um sistema especial de filtro biológico ajuda a limpar a água, que volta a ser usada pelos tripulantes. O Greenpeace também planeja montar um acampamento modelo alimentado a energia solar, onde vai ministrar oficinas. Para as ONGs, o ponto alto será a Marcha das ONGs, programada para ocorrer no Aterro do Flamengo.


O navio ‘Rainbow Warrior III’, estrela da frota do Greenpeace, estará no Rio durante a Rio+20

 

As favelas do Rio, que desde o início do programa de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) tornaram-se pontos de visitação, também estarão em evidência. O governo do Estado promoverá visitas e atividades culturais em áreas consideradas pacificadas. As escolhidas são o Complexo do Alemão, Chapéu Mangueira/Babilônia, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Rocinha, Vidigal e Cidade de Deus.
Programação – As atividades começam simultaneamente no dia 13 de junho. O Riocentro vai abrigar as rodadas de negociações entre diplomatas para a adoção da declaração final da conferência. Lá, estará em jogo boa parte do sucesso ou fracasso da Rio+20. Dependendo do conteúdo, os líderes mundiais podem decidir se embarcam ou não para o Rio.

De acordo com o economista Sérgio Bessermann, que é coordenador do grupo de trabalho da prefeitura do Rio para a Rio+20, haverá diversos canais para participação popular para quem estiver na cidade. Ele salienta que o envolvimento da sociedade é importante para o êxito da conferência. Mesmo quem não puder vir ao Rio, pode influenciar ações mais ousadas por parte dos governantes através de canais da internet. “Há uma tendência por parte das autoridades envolvidas a se acomodar. Só a pressão da opinião pública pode mudar isso”, defende.

A ONU vai promover também dentro do Riocentro oportunidades de debates entre os chamados Grandes Grupos, que representam a sociedade civil. Mas as principais manifestações populares vão ocorrer na Cúpula dos Povos, que, assim como a conferência da ONU, é uma extensão do Fórum Global, que ocorreu simultaneamente à conferência de 20 anos atrás. Assim como na ECO-92, a cúpula vai aglutinar a maior parte dos movimentos não governamentais. Mais de 30 entidades já confirmaram presença.

O comitê organizador reservou ainda quatro armazéns do Píer Mauá para abrigar uma feira de inovações tecnológicas. O Autódromo de Jacarepaguá será utilizado para concentração da sociedade civil e para a exposição de empresas. Haverá uma exposição temática no primeiro pavimento do Museu de Arte Moderna. O Espaço Vivo Rio também está reservado para eventos. As representações governamentais vão fazer apresentações nos pavilhões que serão montados no Parque dos Atletas (antiga Cidade do Rock).

Os líderes mundiais só devem começar a chegar a partir do dia 20 de junho, quando as discussões de alto nível têm início, culminando com a adoção do documento final da conferência. A montagem da cúpula no Riocentro está prevista para ter início em abril. Serão construídas 29 salas, com espaços que variam de 50 a 2.200 lugares. De acordo com o ministro Aguiar, tudo está dentro dos prazos. “Claro que queria que estivesse tudo pronto há seis meses. É um período de grandes negociações, de adaptações aos pedidos, mas está tudo controlado”, afirma.

Quando o Rio foi a capital do mundo


Encontro de líderes na ECO-92 (Foto: Oscar Cabral/15-06-1992)

Por Luís Bulcão

O dia 11 de junho de 1992 amanheceu diferente. As ruas estavam ocupadas por 15 mil homens do Exército ostentando fuzis. Tanques foram posicionados ao longo de vias expressas. O espaço aéreo ficou restrito a voos oficiais e de rota comercial. As escolas suspenderam as aulas. O governo decretou ponto facultativo. Peças de teatro foram canceladas e emissoras de TV suspenderam gravações de novelas. O aparente estado de sítio foi a medida adotada para garantir a segurança dos 108 chefes de estado — presidentes, primeiros-ministros, emires, ditadores e monarcas das mais diferentes nações — que circulariam pelo Rio na ECO-92. Um decreto presidencial determinava que, depois de 62 anos, o Rio voltava a ser a capital do Brasil — pelo menos por alguns dias. Durante quatro dias, eles se reuniriam para definir rumos para uma sociedade global mais justa e sustentável. Era a última etapa das negociações travadas desde o dia 3 daquele mês por milhares de diplomatas e membros de delegações de 172 países em salas montadas nas dependências do Riocentro, na zona oeste da cidade.

Quando os chefes de estado começaram a desembarcar, os principais documentos a serem produzidos pela Eco 92 — A Convenção sobre Biodiversidade, a Convenção sobre Mudança Climática, a Agenda 21 e a Declaração do Rio — já estavam escritos e havia consenso sobre a maior parte do conteúdo. Mas alguns pontos fundamentais ficaram para a decisão dos líderes.

 

Pelo menos três questões contribuíam para as olheiras dos diplomatas, que entravam as madrugadas em negociações infindáveis. A primeira delas era o financiamento para os projetos ambientais da Agenda 21. O documento, que estabelecia diretrizes para as políticas internacionais rumo ao desenvolvimento sustentável, implicaria no comprometimento dos países desenvolvidos de atrelar 0,7% do seu PIB até o ano2000 aprogramas que promoveriam os esforços previstos na agenda. A proteção das florestas tropicais era outro ponto conflitante. Malásia, Índia e Paquistão, preocupados com a soberania de suas florestas e, principalmente a primeira, com o lucro das exportações de madeira, eram contrários a um documento que os limitasse. A terceira questão não deixava por menos. Os países travavam uma batalha — que perduraria pelos próximos 20 anos — para a definição de metas para reduzir a emissão de gases causadores do aquecimento global.

Enquanto os integrantes do então chamado G-77, o grupo dos países subdesenvolvidos, salivavam com a possibilidade de um acordo para o financiamento da Agenda 21 — a ONU esperava gerar por ano 128 bilhões de dólares com a medida — para investimento no terceiro mundo, detentor da maior parte da flora e fauna naturais, circulava pelas ruas uma limusine blindada de sete toneladas. Era o carro oficial do vilão da conferência, presidente dos Estados Unidos, George Bush (pai), em campanha pela reeleição. Bush ganhou a alcunha por ser contrário às principais propostas da Eco 92, visto como inimigo do meio ambiente. Naquele ano, ele acabou derrotado pelo democrata Bill Clinton – aguardado para a Rio+20.

Enfrentando um período de recessão em casa e encaminhando sua campanha para a reeleição Bush só veio ao Rio depois que seus diplomatas conseguiram retirar da Convenção sobre Mudança Climática todo e qualquer parágrafo que fizesse com que os americanos se comprometessem com metas ou dinheiro para a redução da emissão de poluentes. Para piorar a sua situação, o Japão, então a segunda maior economia do mundo, e a Comunidade Europeia (então com 12 países membros) comunicaram que iriam assinar a Convenção sobre Diversidade Biológica, deixando os EUA, maiores poluidores do planeta, isolados.

Bush não se comoveu. Dedicou-se, durante a conferência, a cobrar de países de terceiro mundo a preservação de florestas tropicais e repetiu que não se comprometeria com qualquer medida ambiental que afetasse a economia do seu país. Em discurso na cúpula, não demonstrou arrependimento: “Não é fácil ficar só por princípio. Mas algumas vezes, a liderança leva a isso”.

Em quatro dias, a cúpula de líderes não encontrou solução para as poucas — mas fundamentais — divergências e as concessões transformaram a conferência em um vácuo de ações concretas. Os países desenvolvidos não concordaram com a meta de atrelar 0,7% do seu PIB para projetos ambientais até2000. AConvenção sobre Biodiversidade ficou sem a assinatura do detentor da maior indústria biotecnológica do mundo, a americana, que via o acordo como uma ameaça à propriedade intelectual. A Convenção sobre Mudança Climática incluiu os Estados Unidos, mas não estipulou metas e não contou com compromissos jurídicos. As ações efetivas das convenções foram deixadas para acordos futuros a serem realizados em conferências dos países signatários — o que se provou ineficiente, pois metas para emissões de gás e acordos biotecnológicos concretos ainda não entraramem vigor. Ainda, sob o lobby dos países liderados pela Malásia, o que era para ser a convenção sobre a proteção às florestas virou uma mera declaração de princípios.

Nem a iniciativa da Comunidade Europeia e do Japão  de investir aproximados 10 bilhões de dólares em projetos ambientais, muito aquém do valor necessário estimado pela ONU, nem o anúncio unilateral de última hora de alguns países em direção ao estabelecimento de metas para reduzir emissões de gases fizeram muito para amenizar a impressão de que a Eco 92 não passou de um compêndio de boas intenções sem compromissos práticos.

Mas as intenções em si já eram históricas. Vinte anos passados da Conferência de Estocolmo, que deu início ao diálogo internacional em relação ao meio ambiente, as ideias estavam amadurecidas. O Relatório Brundtland, ou Nosso Futuro Comum, publicado em 1987, foi um documento chave para a conscientização mundial em torno da preservação e utilização adequada dos recursos da Terra. Era a pedra fundamental para a aceitação do conceito de desenvolvimento sustentável.

A Eco 92 sacramentou a ideia. Pela primeira vez, o comprometimento político internacional em torno do tema foi formalmente atestado em dois documentos da conferência, a Declaração do Rio e a Agenda 21. Através deles, os governos admitiram que as políticas de hoje deveriam se preocupar de forma igual com as gerações presentes e futuras. Reafirmaram a importância da proteção à atmosfera, às florestas, à biodiversidade e aos ecossistemas. Admitiram a necessidade de uso sustentável dos recursos naturais, do solo, da água doce, dos oceanos e dos mares. Declararam fundamentais o combate à miséria e o controle demográfico.

Para quem esperava grandes iniciativas que colocassem tudo isso em prática, o encontro do Rio acabou sendo mais coerente com o ritmo lento dos mecanismos da ONU do que com a urgência reivindicada pelas previsões catastróficas mais radicais. Mas a ideia estava lá. O mundo poderia ser exatamente o mesmo quando os aviões oficiais decolaram do Rio, devolvendo à cidade sua rotina de insegurança e desigualdade. Mas pensava diferente.

Fonte: Veja

Prefeitura anuncia metas para 2016

Prefeito promete erradicar as moradias em áreas de risco e criar 60 mil vagas em creches

por Ernesto Neves | 18 de Abril de 2012
Pedro Kirilos/RioturMorro Dona Marta, em Botafogo: casas em encostas são risco à população

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou um plano com 56 metas para serem cumpridas pelas secretarias municipais entre 2013 e 2016. Em ano de eleição municipal, o prefeito propôs medidas ambiciosas para o Plano Estratégico, que incluem a erradicação de moradias em área de risco, a redução do território ocupado por favelas em 5%, a criação de 60 mil vagas em creches e a construção de 100 000 unidades habitacionais. As metas traçadas atingem dez áreas, que incluem saúde, desenvolvimento social, meio ambiente e ordem pública.

Como mostra matéria de VEJA Rio desta semana, o Plano Estratégico foi elaborado através de pesquisa feita com 150 profissionais, entre empresários, artistas, médicos, arquitetos, políticos, economistas, jornalistas e publicitários. Entre os nomes que opinaram estão o humorista do Casseta e Planeta, Marcelo Madureira, a educadora Tânia Zagury e o empresário Ricardo Amaral. De acordo com o governo municipal, o plano custa no total 38 bilhões de reais, sendo que 14 bilhões são recursos dos cofres municipais e o restante, resultado de parcerias público-privadas. Conheça abaixo algumas das principais metas – e cobre as autoridades.

Saúde

Reduzir em pelo menos 25% até 2016 o tempo de espera nas emergências municipais.

Oferecer a até 70% dos cariocas o programa Saúde da Família.

Reduzir a taxa de mortalidade infantil para 10 bebês para cada 1000 nascimentos.

Educação

Garantir que ao menos 95% das crianças com 7 anos estejam alfabetizadas

Reduzir para menos de 5% a taxa de analfabetismo funcional entre alunos do 4° ao 6° ano

Criar 60 000 vagas para educação infantil

Transportes

Reduzir a taxa de acidentes com vítimas no trânsito  em, pelo menos, 15%, tendo como estatística o ano de 2008.

Integrar todos os meios de transporte público ao Bilhete Único

Modernizar 100% da frota de ônibus até 2016, adotando veículos com ar condicionado, motor traseiro, combustível verde e acessíveis a deficientes físicos

Habitação

Alcançar ao menos 5% de redução de áreas ocupadas por favelas

Garantir que até o fim de 2016 não haverá mais famílias vivendo em áreas de risco e encostas

Promover a contratação de 100 000 novas unidades habitacionais

Meio ambiente

Plantar 500 000 novas árvores

Coletar 25% de todo lixo reciclávle produzido na cidade

Reduzir em 16% a emissão de gases causadores do efeito estufa

Ordem Pública e Conservação

Revitalizar 700 000 metros quadrados de calçadas e 5 000 rampas

Manter um índice de apagamento dos postes inferior a 2%

Ter 14 Unidades de Ordem Pública implantadas

Desenvolvimento Econômico

Atrair pelo menos 1 bilhão de reais de investimentos de novas empresas no setor de Energia e Pesquisa

Aumentar a oferta de quartos de hotel em, pelo menos, 7 000 unidades

Elevar de 2,2% para 2,75% o total de pessoas empregadas em economia criativa

Desenvolvimento Social

Reduzir em pelo menos 50% a população carioca abaixo da linha de pobreza

Reduzir em 100% a pobreza entre a população que recebe o Bolsa Família

Sobre a Rio+20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.
A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.
O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.
A Conferência terá dois temas principais:

A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e
A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A Rio+20 será composta por três momentos. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência. Em seguida, entre 16 e 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.
Os preparativos para a Conferência
A Resolução 64/236 da Assembleia-Geral das Nações Unidas determinou a realização da Conferência, seu objetivo e seus temas, além de estabelecer a programação das reuniões do Comitê Preparatório (conhecidas como “PrepComs”). O Comitê vem realizando sessões anuais desde 2010, além de “reuniões intersessionais”, importantes para dar encaminhamento às negociações.
Além das “PrepComs”, diversos países têm realizado “encontros informais” para ampliar as oportunidades de discussão dos temas da Rio+20.

O processo preparatório é conduzido pelo Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais e Secretário-Geral da Conferência, Embaixador Sha Zukang, da China. O Secretariado da Conferência conta ainda com dois Coordenadores-Executivos, a Senhora Elizabeth Thompson, ex-Ministra de Energia e Meio Ambiente de Barbados, e o Senhor Brice Lalonde, ex-Ministro do Meio Ambiente da França. Os preparativos são complementados pela Mesa Diretora da Rio+20, que se reúne com regularidade em Nova York e decide sobre questões relativas à organização do evento. Fazem parte da Mesa Diretora representantes dos cinco grupos regionais da ONU, com a co-presidência do Embaixador Kim Sook, da Coréia do Sul, e do Embaixador John Ashe, de Antígua e Barbuda. O Brasil, na qualidade de país-sede da Conferência, também está representado na Mesa Diretora.
Os Estados-membros, representantes da sociedade civil e organizações internacionais tiveram até o dia 1º de novembro para enviar ao Secretariado da Conferência propostas por escrito. A partir dessas contribuições, o Secretariado preparará um texto-base para a Rio+20, chamado “zero draft” (“minuta zero” em inglês), o qual será negociado em reuniões ao longo do primeiro semestre de 2012.

Acesse RIO+20 aqui:  http://www.rio20.info/2012/


Brasileiros voltam para casa, revela Censo 2010
Estabilidade econômica e aumento da renda ajudam a tornar o país mais atraente para quem foi tentar a sorte no exterior. Número de imigrantes que retornaram ao país dobrou

Rafael Lemos (Veja)

No momento em que o mundo abre as portas para os brasileiros, de olho na sua capacidade de consumo, trabalhadores e famílias que foram buscar oportunidades lá fora retornam ao país. Este movimento está mostrado em detalhes no Censo Demográfico de 2010, que tem mais uma etapa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O IBGE registrou os indivíduos que moravam no Brasil na data do censo, mas que tinham residido em outro país cinco anos antes. Em números absolutos, a quantidade de brasileiros que voltaram para casa praticamente dobrou no período 2005/2010 na comparação com 1995/2000, saltando de 87.886 para 174.597 pessoas. Também chamados de imigrantes internacionais de retorno, eles correspondem a 65,1% de todos os imigrantes internacionais*.

imigrantes que voltam do exterior

O pano de fundo desse fenômeno é a consistente melhoria nos indicadores econômicos do Brasil. No desembarque, esses brasileiros encontraram um país que ainda padece de muitas mazelas, mas inegavelmente é bem melhor do que aquele que deixaram para trás. Uma série de variáveis econômicas – mapeadas pelo IBGE e também divulgadas nesta sexta-feira – ajuda a entender esse movimento. Confirmando as conquistas proporcionadas pela estabilização da economia a partir de 1994, com o Plano Real, o censo de 2010 mostra aumento do nível de emprego, melhoria na renda, a emergência de uma vigorosa classe C e a elevação do padrão de consumo das classes D e E.

“A perspectiva aqui está melhorando, então decidi voltar para ver de perto o crescimento que já tinha visto pela televisão.”Rodney Kenishi, 27 anos, que voltou do Japão e quer fazer concurso para o Itamaraty

O estudante Rodney Kenishi, censo 2010

Rodney Kenishi: de volta ao Brasil

Entre 2008 e 2010, esse movimento teve o estímulo extra da crise internacional, mas não há dúvida de que seu principal motor é o crescimento do Brasil, como testemunha Rodney Kenishi, de 27 anos. Ele foi para o Japão com os pais, quando tinha 15 anos, e acabou ficando. Formou-se na faculdade de comunicação moderna, um curso voltado a relações exteriores. Voltou em novembro. “A perspectiva aqui está melhorando, então decidi voltar para ver de perto o crescimento que já tinha visto pela televisão”, diz Kenishi, que mora em São Paulo, no bairro do Tatuapé, trabalha na loja dos pais e pretende prestar concurso para o Itamaraty.

Movimento regional – O fenômeno está sendo analisado por demógrafos como Alisson Flávio Barbieri, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. “O brasileiro tem visto em seu país oportunidades que ele só vislumbrava em países como Japão e Estados Unidos, que agora sofrem muito com a crise. A migração de retorno do exterior tem aumentado significativamente e, se a conjuntura econômica do país continuar, a tendência é de aumento ainda maior”, diz.

*Clique nas siglas ou no mapa para ver quantas pessoas voltaram para aquela unidade da Federação

Barbieri diz que, no Brasil, o crescimento das cidades médias reflete internamente o mesmo tipo de movimento. “As cidades de médio porte têm crescido muito mais que as grandes metrópoles, e regiões como o Nordeste, que tradicionalmente perdia população para o Sudeste, agora se tornam atraentes,”, diz. “O abismo econômico entre as regiões do país diminuiu muito na última década, e o brasileiro prefere migrar para distâncias mais curtas, que ele encontra o mesmo dinamismo que os grandes centros tinham no passado. Por exemplo, o morador do sertão nordestino prefere mudar para cidades de médio porte de seu estado do que para São Paulo.”

Principais pólos – Os estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais receberam, juntos, mais da metade dos integrantes internacionais no período 2005/2010, seguidos de Rio de Janeiro e Goiás. Em 1995/2000, os principais destinos dos imigrantes eram São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A grande novidade, portanto, é Minas Gerais, onde fica o município de Governador Valadares, famoso por exportar mão de obra para os Estados Unidos. Entre 2005 e 2010, os imigrantes vieram principalmente dos Estados Unidos  (43.727), Japão (36.903), Paraguai (13.739), Portugal (16.460) e Bolívia (3.954). A parcela de brasileiros foi proporcionalmente maior entre os que vieram dos EUA (84,2% eram retornados), Japão (89,1%) e Portugal (77%), e menor entre aqueles saídos do Paraguai (55,7%) e da Bolívia (25,1%).

The Revival Of Rio De Janeiro – Financial Times

Visit the Financial Times at: http://www.ft.com/video for more news on Rio de Janeiro, Brazil and the rest of South America.

June 6th, 2011: Rio de Janeiro is in a race against the clock to prepare to host both the World Cup in 2014 and the Olympic Games in 2016. The city which has seen drastic decline since the capital was relocated to Brazilia 50 years ago, is desperate to clean up its image by taking control of the sprawling crime-ridden favelas or slums, and rejuvenate the centre and it’s economy.

Festival de Cannes

Cinema brasileiro terá lugar de honra no Festival de Cannes, na França

Cinema brasileiro recebe homenagem em festival francês

Da Agência Brasil

O cinema do Brasil será o principal homenageado, como convidado de honra, do 65º Festival de Cannes, na França, de 16 a 27 de maio. A decisão foi anunciada pelo diretor do festival e responsável pela programação de filmes do evento, Thierry Frémaux. O cineasta Nelson Pereira dos Santos, de 84 anos, deverá receber uma homenagem durante o festival.

O filme A Música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos, será exibido em uma sessão especial. “O filme de Santos é uma homenagem a Jobim, o criador da bossa nova”, disse Frémaux, referindo-se ao trabalho que conta a trajetória e a forma de criar de Antonio Carlos Jobim por meio da música e do pensamento do compositor.

Frémaux citou ainda diretores brasileiros, como Cacá Diegues, que representa o chamado Cinema Novo com fillmes clássicos – Xica da Silva e Quilombo -,  além de Ruy Guerra, que dirigiu Ópera do Malandro e Os Deuses e os Mortos, entre outros.

No Festival de Cannes, o Brasil foi destaque com o longa metragem de Walter Salles, Na Estrada, baseado no livro On the Road, e Glauber Rocha com Terra em Transe e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro.

*Com informações da emissora pública de rádio da França, RFI//Edição: Graça Adjuto

Cachoeira

A volta para o Rio

A Hypermarcas comprou, recentemente, o laboratório Montecorp (ex-Shering-Ploug), com fábrica imensa no Rio. Mas, para o protesto de Cabral e da Firjan, decidiu levá-lo para Goiás. Todos os equipamentos foram desmontados e transferidos. Mas, esta semana, acredite, um comboio de caminhões trouxe tudo de volta. É que as máquinas seriam instaladas na fábrica goiana Satepan, de… Cachoeira.

Fonte: Coluna Ancelmo Gois

Protesto contra a Ditadura Militar

UM PROTESTO CONTRA A DITADURA MILITAR TERMINOU EM PANCADARIA, NO CENTRO DO RIO, NA TARDE DE ONTEM. MANIFESTANTES ENTRARAM EM CONFRONTO COM MILITARES, QUE ESTAVAM REUNIDOS PARA LEMBRAR O GOLPE DE MIL NOVECENTOS E SESSENTA E QUATRO, QUE COMPLETA QUARENTA E OITO ANOS, NA MADRUGADA DESSE DOMINGO.

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