Táxi, táxi!

Eduardo Paes vai mudar o desenho dos bigurrilhos, como são chamadas aquelas pequenas placas luminosas no teto dos táxis, para sua identificação.
O novo modelo deve ser este.

 

 

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As fotos de hoje

O BRASIL É governado por uma presidente durona e… chorona. A coluna já perdeu a conta das vezes em que Dilma ficou com voz embargada — como quarta agora, na instalação da Comissão da Verdade. Ela quase foi às lágrimas ainda na posse, em janeiro de 2011, quando disse: “Estendo minha mão para os partidos de oposição e aqueles que não me acompanharam nessa jornada.” Dilma também lacrimejou ao comentar a chacina de 13 crianças numa escola municipal do Rio e no lançamento do programa para pessoas com deficiência. No mais, é como lembra um verso de Cecília Meireles: “O choro vem perto dos olhos para que a dor transborde e caia.”

 

Fonte: Coluna do  Ancelmo – O Globo

Quando o Rio foi a capital do mundo


Encontro de líderes na ECO-92 (Foto: Oscar Cabral/15-06-1992)

Por Luís Bulcão

O dia 11 de junho de 1992 amanheceu diferente. As ruas estavam ocupadas por 15 mil homens do Exército ostentando fuzis. Tanques foram posicionados ao longo de vias expressas. O espaço aéreo ficou restrito a voos oficiais e de rota comercial. As escolas suspenderam as aulas. O governo decretou ponto facultativo. Peças de teatro foram canceladas e emissoras de TV suspenderam gravações de novelas. O aparente estado de sítio foi a medida adotada para garantir a segurança dos 108 chefes de estado — presidentes, primeiros-ministros, emires, ditadores e monarcas das mais diferentes nações — que circulariam pelo Rio na ECO-92. Um decreto presidencial determinava que, depois de 62 anos, o Rio voltava a ser a capital do Brasil — pelo menos por alguns dias. Durante quatro dias, eles se reuniriam para definir rumos para uma sociedade global mais justa e sustentável. Era a última etapa das negociações travadas desde o dia 3 daquele mês por milhares de diplomatas e membros de delegações de 172 países em salas montadas nas dependências do Riocentro, na zona oeste da cidade.

Quando os chefes de estado começaram a desembarcar, os principais documentos a serem produzidos pela Eco 92 — A Convenção sobre Biodiversidade, a Convenção sobre Mudança Climática, a Agenda 21 e a Declaração do Rio — já estavam escritos e havia consenso sobre a maior parte do conteúdo. Mas alguns pontos fundamentais ficaram para a decisão dos líderes.

 

Pelo menos três questões contribuíam para as olheiras dos diplomatas, que entravam as madrugadas em negociações infindáveis. A primeira delas era o financiamento para os projetos ambientais da Agenda 21. O documento, que estabelecia diretrizes para as políticas internacionais rumo ao desenvolvimento sustentável, implicaria no comprometimento dos países desenvolvidos de atrelar 0,7% do seu PIB até o ano2000 aprogramas que promoveriam os esforços previstos na agenda. A proteção das florestas tropicais era outro ponto conflitante. Malásia, Índia e Paquistão, preocupados com a soberania de suas florestas e, principalmente a primeira, com o lucro das exportações de madeira, eram contrários a um documento que os limitasse. A terceira questão não deixava por menos. Os países travavam uma batalha — que perduraria pelos próximos 20 anos — para a definição de metas para reduzir a emissão de gases causadores do aquecimento global.

Enquanto os integrantes do então chamado G-77, o grupo dos países subdesenvolvidos, salivavam com a possibilidade de um acordo para o financiamento da Agenda 21 — a ONU esperava gerar por ano 128 bilhões de dólares com a medida — para investimento no terceiro mundo, detentor da maior parte da flora e fauna naturais, circulava pelas ruas uma limusine blindada de sete toneladas. Era o carro oficial do vilão da conferência, presidente dos Estados Unidos, George Bush (pai), em campanha pela reeleição. Bush ganhou a alcunha por ser contrário às principais propostas da Eco 92, visto como inimigo do meio ambiente. Naquele ano, ele acabou derrotado pelo democrata Bill Clinton – aguardado para a Rio+20.

Enfrentando um período de recessão em casa e encaminhando sua campanha para a reeleição Bush só veio ao Rio depois que seus diplomatas conseguiram retirar da Convenção sobre Mudança Climática todo e qualquer parágrafo que fizesse com que os americanos se comprometessem com metas ou dinheiro para a redução da emissão de poluentes. Para piorar a sua situação, o Japão, então a segunda maior economia do mundo, e a Comunidade Europeia (então com 12 países membros) comunicaram que iriam assinar a Convenção sobre Diversidade Biológica, deixando os EUA, maiores poluidores do planeta, isolados.

Bush não se comoveu. Dedicou-se, durante a conferência, a cobrar de países de terceiro mundo a preservação de florestas tropicais e repetiu que não se comprometeria com qualquer medida ambiental que afetasse a economia do seu país. Em discurso na cúpula, não demonstrou arrependimento: “Não é fácil ficar só por princípio. Mas algumas vezes, a liderança leva a isso”.

Em quatro dias, a cúpula de líderes não encontrou solução para as poucas — mas fundamentais — divergências e as concessões transformaram a conferência em um vácuo de ações concretas. Os países desenvolvidos não concordaram com a meta de atrelar 0,7% do seu PIB para projetos ambientais até2000. AConvenção sobre Biodiversidade ficou sem a assinatura do detentor da maior indústria biotecnológica do mundo, a americana, que via o acordo como uma ameaça à propriedade intelectual. A Convenção sobre Mudança Climática incluiu os Estados Unidos, mas não estipulou metas e não contou com compromissos jurídicos. As ações efetivas das convenções foram deixadas para acordos futuros a serem realizados em conferências dos países signatários — o que se provou ineficiente, pois metas para emissões de gás e acordos biotecnológicos concretos ainda não entraramem vigor. Ainda, sob o lobby dos países liderados pela Malásia, o que era para ser a convenção sobre a proteção às florestas virou uma mera declaração de princípios.

Nem a iniciativa da Comunidade Europeia e do Japão  de investir aproximados 10 bilhões de dólares em projetos ambientais, muito aquém do valor necessário estimado pela ONU, nem o anúncio unilateral de última hora de alguns países em direção ao estabelecimento de metas para reduzir emissões de gases fizeram muito para amenizar a impressão de que a Eco 92 não passou de um compêndio de boas intenções sem compromissos práticos.

Mas as intenções em si já eram históricas. Vinte anos passados da Conferência de Estocolmo, que deu início ao diálogo internacional em relação ao meio ambiente, as ideias estavam amadurecidas. O Relatório Brundtland, ou Nosso Futuro Comum, publicado em 1987, foi um documento chave para a conscientização mundial em torno da preservação e utilização adequada dos recursos da Terra. Era a pedra fundamental para a aceitação do conceito de desenvolvimento sustentável.

A Eco 92 sacramentou a ideia. Pela primeira vez, o comprometimento político internacional em torno do tema foi formalmente atestado em dois documentos da conferência, a Declaração do Rio e a Agenda 21. Através deles, os governos admitiram que as políticas de hoje deveriam se preocupar de forma igual com as gerações presentes e futuras. Reafirmaram a importância da proteção à atmosfera, às florestas, à biodiversidade e aos ecossistemas. Admitiram a necessidade de uso sustentável dos recursos naturais, do solo, da água doce, dos oceanos e dos mares. Declararam fundamentais o combate à miséria e o controle demográfico.

Para quem esperava grandes iniciativas que colocassem tudo isso em prática, o encontro do Rio acabou sendo mais coerente com o ritmo lento dos mecanismos da ONU do que com a urgência reivindicada pelas previsões catastróficas mais radicais. Mas a ideia estava lá. O mundo poderia ser exatamente o mesmo quando os aviões oficiais decolaram do Rio, devolvendo à cidade sua rotina de insegurança e desigualdade. Mas pensava diferente.

Fonte: Veja

Sobre a Rio+20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.
A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.
O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.
A Conferência terá dois temas principais:

A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e
A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A Rio+20 será composta por três momentos. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência. Em seguida, entre 16 e 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.
Os preparativos para a Conferência
A Resolução 64/236 da Assembleia-Geral das Nações Unidas determinou a realização da Conferência, seu objetivo e seus temas, além de estabelecer a programação das reuniões do Comitê Preparatório (conhecidas como “PrepComs”). O Comitê vem realizando sessões anuais desde 2010, além de “reuniões intersessionais”, importantes para dar encaminhamento às negociações.
Além das “PrepComs”, diversos países têm realizado “encontros informais” para ampliar as oportunidades de discussão dos temas da Rio+20.

O processo preparatório é conduzido pelo Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais e Secretário-Geral da Conferência, Embaixador Sha Zukang, da China. O Secretariado da Conferência conta ainda com dois Coordenadores-Executivos, a Senhora Elizabeth Thompson, ex-Ministra de Energia e Meio Ambiente de Barbados, e o Senhor Brice Lalonde, ex-Ministro do Meio Ambiente da França. Os preparativos são complementados pela Mesa Diretora da Rio+20, que se reúne com regularidade em Nova York e decide sobre questões relativas à organização do evento. Fazem parte da Mesa Diretora representantes dos cinco grupos regionais da ONU, com a co-presidência do Embaixador Kim Sook, da Coréia do Sul, e do Embaixador John Ashe, de Antígua e Barbuda. O Brasil, na qualidade de país-sede da Conferência, também está representado na Mesa Diretora.
Os Estados-membros, representantes da sociedade civil e organizações internacionais tiveram até o dia 1º de novembro para enviar ao Secretariado da Conferência propostas por escrito. A partir dessas contribuições, o Secretariado preparará um texto-base para a Rio+20, chamado “zero draft” (“minuta zero” em inglês), o qual será negociado em reuniões ao longo do primeiro semestre de 2012.

Acesse RIO+20 aqui:  http://www.rio20.info/2012/

Igreja da Penha ganha novo plano inclinado

Com saída do Largo da Penha, aparelho levará fiéis do asfalto ao alto até o templo em 9 minutos
24 de Abril de 2012

Alexandre Macieira/Riotur
Escadaria da Penha: fiéis que não quiserem encarar os 382 degraus contam com mais um plano inclinado

Incluída no roteiro turístico e religioso dos cariocas após a ocupação do Complexo do Alemão pelo exército, em 2010, o Santuário da Penha ganha mais um plano inclinado este mês. Com capacidade para 25 pessoas, os bondinhos vão sair do Largo da Penha e se integrar ao plano inclinado já existente, inaugurado em 2003. Os dois novos trechos podem ser percorridos em seis minutos e o visitante precisa descer e seguir no trecho antigo trecho. No total, serão gastos nove minutos entre o asfalto e a igrejinha, inaugurada no século XVIII. No templo, a vista da Zona Norte encanta, assim como a escadaria de 382 degraus talhada na rocha.

As igrejas cariocas são verdadeiras relíquias históricas.Confira um roteiro para você apreciar os tesouros escondidos nos templos da cidade

DivulgadoNovos trechos do plano inclinado: nove minutos entre o asfalto e o alto do morro

Serviço
O Santuário da Penha abre diariamente, das 7h às 18h. O local conta com estacionamento gratuito. Para quem não quiser subir a escadaria, o serviço do bondinho também não custa nada. O museu e a sala dos milagres abrem apenas aos domingos. Endereço: Largo da Penha, 19, tel. 3219-626

Um palácio no Rio

Dez motivos para conhecer o Palácio Gustavo Capanema, construção histórica repleta de detalhes curiosos e onde já foram rodadas cenas de filmes como Tropa de Elite, mas que passa quase despercebida no centro da cidade

por Daniela Pessoa | 24 de Abril de 2012

 

DivulgaçãoPilotis do Palácio Gustavo Capanema: sensação de estar dentro do prédio, mas sem as paredes

 

 

Conhecido mundialmente como marco da arquitetura moderna brasileira, o Palácio Gustavo Capanema, construído entre 1936 e 1945 para ser a sede do então Ministério da Educação e Saúde, caiu no esquecimento. Tombado pelo Iphan em 1948, ele é conhecido por (poucos) cariocas como o prédio do MEC, pois ali funcionou o Ministério de Educação e Cultura até 1960, quando o Rio ainda era a capital do Brasil. A construção segue os postulados do famoso arquiteto franco-suíço Le Corbusier e marcou o início da carreira de Oscar Niemeyer, então chefiado por Lúcio Costa, com quem viria a trabalhar na construção de Brasília.O edifício revela, ainda, o compromisso de um homem, Gustavo Capanema, então Ministro da Educação e Saúde do governo de Getúlio Vargas, cujo objetivo era entrelaçar a educação com a cultura brasileira – por isso as obras de arte ornamentando o prédio inteiro.

 

Trata-se de uma verdadeira galeria de arte a céu aberto, com pinturas, afrescos, painéis e azulejos de Cândido Portinari, jardins desenhados pelo paisagista Roberto Burle Marx, bem como obras de outros artistas. Além disso, o local abriga exposições itinerantes e peças de teatro. Até dia 4 de maio, por exemplo, está em cartaz no mezanino a mostra Pneumática, em que o artista Paulo Paes exibe nove grandes esculturas feitas de papel de seda, resultado de uma pesquisa sobre balões de papel junto às zonas Norte e Oeste da cidade. Mais do que a sua importância arquitetônica, o palácio é, portanto, um legado histórico e cultural. Visita obrigatória. Conheça a seguir outros 10 bons motivos para conhecê-lo.

1 – Símbolo de uma época
O Palácio Gustavo Capanema foi construído no aterro do Morro do Castelo enquanto Getúlio Vargas promulgava leis trabalhistas e dava direito à educação e à saúde pública para toda a população. “Foi um momento único na história do Brasil, e o palácio é um marco disso”, afirma a professora Jandira Motta, assistente do Ministério da Educação (MEC) no Rio e consultora da Unesco. Grandes nomes da cultura passaram por lá, ajudando a estudar novos caminhos para a educação e cultura brasileiras. Entre eles o poeta Carlos Drummond de Andrade, à época chefe de gabinete do ministro.

Capanema, aliás, foi responsável pela criação da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apesar da mudança da capital para Brasília, o palácio abriga, desde a sua inauguração, instituições como Biblioteca Euclides da Cunha, Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional, Biblioteca Noronha Santos e Arquivo Central do Iphan. Hoje, funcionam no prédio seis instituições federais onde trabalham cerca de 650 servidores.

2 – Cenas de cinema

Em Tropa de Elite 2, o ator Wagner Moura aparece dando aula no Salão de Conferências Gilberto Freyre, no mezanino do prédio. Nele encontram-se painéis do artista plástico Cândido Portinari que retratam o início da educação no Brasil, com os jesuítas. No Salão Jogos Infantis, no mesmo andar, foi rodada uma cena do filme O Divã em que a atriz Lilia Cabral se diverte em uma boate. Na sala, é possível ver o Tapete de Oscar Niemeyer, que fica estendido no chão logo abaixo do mural Jogos Infantis, de Portinari.

 

 

DivulgaçãoSalão de Conferências Gilberto Freyre: cenas do capitão Nascimento (Wagner Moura) dando aula em Tropa de Elite 2

 

3 – Detalhes arquitetônicos imperdíveis

Com 16 pavimentos, o palácio ocupa uma área de 27 536 metros quadrados e está suspenso por colunas de 10 metros de altura. Como uma espécie de espinha dorsal, elas atravessam o edifício até o último andar. O pilotis deixa um grande pátio aberto ao público, onde a sensação é a de estar dentro do prédio, mas sem as paredes. “O edifício foi projetado não apenas para abrigar segmentos administrativos do governo, mas também para se integrar à vida cultural da cidade e do país”, conta André Muniz, representante do Ministério da Cultura (MinC) no Rio.
Trata-se, portanto, de um espaço simbólico onde o povo pode transitar pela educação e pela cultura sem obstáculos. A estrutura de cada andar também é livre de divisórias internas no intuito de promover a interação, o debate. O palácio é, ainda, um dos primeiros edifícios no mundo a fazer o uso do recurso brise-soleil nas janelas da fachada norte. O dispositivo evita a incidência direta do sol nos ambientes.

4 – Hall do palácio

“O ensino é matéria de salvação pública”. Esta inscrição está presente logo na entrada do hall, à direita, acima de uma porta. Também há um busto de Getúlio Vargas ao lado da escada helicoidal, esculpida por Celso Antônio em mármore branco. Em forma de hélice, a escadaria leva ao mezanino do palácio, onde fica a Mulher Reclinada, escultura de Celso Antônio em granito cinza.

 

 

DivulgaçãoEscada helicoidal: acesso à escultura Mulher Reclinada

 

5 – Obras de Portinari
Dois painéis de azulejos assinados por Cândido Portinari e fabricados por Paulo Rossi, da Osiarte, decoram o palácio. Um fica voltado para a Avenida Graça Aranha, e o outro no pilotis, de frente para o hall de entrada. Ambos foram pintados pelo artista plástico com motivos marinhos como conchas, estrelas-do-mar e peixes. Reza a lenda que, depois de parcialmente colocados, vários azulejos foram retirados a pedido de Capanema por apresentarem um resultado estético insatisfatório. As peças retiradas mostravam, supostamente, o desenho de um peixe que caricaturava o rosto do ministro.

 

 

DivulgaçãoOs azulejos de Portinari: uma das belas atrações do Palácio Gustavo Capanema. À esquerda, a Livraria Mario de Andrade

 
O Salão Jogos Infantis, no segundo andar, ganhou este nome em homenagem ao mural em têmpera Jogos Infantis, de Portinari. Ele representa brincadeiras como peão e gangorra, típicas da infância simples no interior do Brasil. O salão dá acesso, ainda, a salas onde se encontram as telas da série Os Quatro Elementos, também de Portinari. No antigo gabinete de Gustavo Capanema, hoje da ministra Ana de Hollanda quando em visita oficial ao Rio, encontra-se a tela Ar. Já no gabinete que foi de Carlos Drummond de Andrade, hoje ocupado por André Muniz, o representante do MinC no Rio, está a tela Água. Os quadros Fogo e Terra estão em outros dois gabinetes ao lado.

 

 

DivulgaçãoSalão Jogos Infantis: painel de Portinari ao fundo e Tapete Oscar Niemeyer, onde a atriz Lilia Cabral dançou em O Divã

 

 

No Salão Portinari, no mesmo andar, encontram-se ainda doze afrescos do artista homônimo que, juntos, formam um grande mural representando os ciclos econômicos do Brasil: pau-brasil, cana de açúcar, gado, garimpo, fumo, algodão, erva-mate, café, cacau, ferro, carnaúba e borracha. “O mural foi uma homenagem aos trabalhadores rurais. O trabalho no campo, afinal, era o que sustentava o Brasil. Até a década de 40 vivemos basicamente da exportação de matéria-prima”, conta a professora Jandira.
6 – Jardim externo
Projetado por Burle Marx, ele abriga espécies exclusivamente brasileiras, como as palmeiras que se confundem com o pilotis do palácio. As linhas orgânicas do jardim, que imitam ondas, guardam relação com os azulejos de mesmo tema. Mas o que chama a atenção é o Monumento à Juventude Brasileira, esculpido em granito por Giorgi Bruno e voltado para a entrada do prédio. Jandira Motta explica a metáfora: “O casal de estudantes da obra caminha em direção à entrada do palácio antevendo um futuro melhor para a juventude do Brasil, com base na educação”.

 

 

DivulgaçãoMonumento à Juventude Brasileira: escultura de Giorgi Bruno

 

 

 

7 – Jardim suspenso

Localizado em uma área ao ar livre no segundo andar, ele também foi criado por Burle Marx. Trata-se de uma espécie de teto-jardim, estrutura presente entre os mandamentos arquitetônicos de Le Corbusier, expoente da arquitetura moderna. O jardim guarda semelhanças com o externo, à exceção das palmeiras. Mas o destaque fica por conta da Mulher Sentada, escultura de Adriana Janacopoulos em granito vermelho. “Carlos Drummond chegou a escrever crônicas sobre as obras de arte do palácio. Em um dos textos ele menciona os passarinhos bebendo água no colo desta escultura”, afirma Jandira Motta.

 

 

DivulgaçãoJardim suspenso (à esquerda) e jardim externo (à direita): ambos projetados por Burle Marx

 
8 – A vista deslumbrante do terraço
Apesar de mal conservado, o terraço do 16º andar é um ponto de observação da riqueza cultural do Rio. É possível avistar a Ilha Fiscal, a Igreja de Santa Luzia, o Monumento aos Pracinhas, o Hotel Glória, a Biblioteca Nacional, a cúpula dourada do Theatro Municipal, a Assembleia, os aviões aterrissando no Aeroporto Santos Dumont e até mesmo parte do Pão de Açúcar. De lá se aprecia, ainda, o jardim suspenso projetado por Burle Marx.

 

 

DivulgaçãoAo fundo, a escultura Mulher Sentada: inspiração para Carlos Drummond de Andrade

 

9 – Livraria Mario de Andrade
Localizada no térreo do palácio, ela dispõe de publicações editadas pela Funarte nas áreas de literatura, teatro, dança, cinema, artes plásticas, fotografia, música e folclore, como partituras do maestro Heitor Villa Lobos. Em suas prateleiras, há também LPs editados nas décadas de 70 e 80 sobre música erudita, folclórica, popular e contemporânea. Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Tel.:             (21) 2240-8007       / 2279-8071.

10 – Futuro promissor
Foi iniciado, em 2003, um movimento para que o Palácio Gustavo Capanema se torne o primeiro prédio brasileiro a ostentar o título de Patrimônio Histórico da Humanidade da Unesco. Além disso, está sendo estudada pelo MEC a criação do Centro de Memórias e Cultura no local. O objetivo é convidar a população a refletir sobre a cidadania a partir de visitas guiadas.

Palácio Gustavo Capanema. Rua da Imprensa,16, Centro. Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 10h às18h. Entrada franca.

Paes promete Plano Estratégico 2013-2016

Pela primeira vez, o prefeito Eduardo Paes vai usar os Galpões da Gamboa — ao lado Vila Olímpica da Gamboa — para um evento da prefeitura, no caso, a apresentação do Plano Estratégico 2013-2016, na próxima terça-feira, dia 17. A ideia é mostrar que o Rio está se preparando para as Olimpíadas de 2016, apesar de ainda faltar muita coisa para ser feita em quatro anos.

Diz o convite:

“O Rio de Janeiro está se transformando na cidade em que todos os cariocas gostariam de viver, onde o desenvolvimento é crescente e a desigualdade social cada vez menor. A oportunidade é única, mas é preciso planejar. Por isso, aguardamos sua presença para conhecer o Plano Estratégico do período 2013-2016. O projeto que vai ajudar a seguirmos construindo juntos o Rio de Janeiro que tanto queremos.”

PAPEL DE PAREDE

A cidade doRio de Janeiroe capital do Estado é a segunda maior metrópole doBrasil. A cidade é histórica e conhecida pela principal rota turística do País.

Foi capital doBrasil Colôniaa partir de 1763, capital do Império Português na época das invasões de Napoleão, capital do Império do Brasil, e capital da República até a inauguração de Brasília, na década de 1960. É também conhecida por Cidade Maravilhosa, e aquele que nela nasce é chamado de carioca.

Palavra (En)cantada – 2008

Em um país com forte cultura oral como o Brasil, a música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a literatura. A reflexão sobre esse tema é o ponto de partida do novo filme de Helena Solberg. Palavra (En)cantada tem a sua narrativa construída na costura de depoimentos, performances musicais e bela trilha sonora.
http://youtu.be/cMJK0h5WsfQ

Aniversário do Rio Cidade Maravilhosa

UMA CIDADE QUE, NEM UM POUCO POR ACASO, É CHAMADA DE MARAVILHOSA. TEM OS TÍTULOS COMO: MELHOR DESTINO TURÍSTICO, UMA COLEÇÃO DE PATRIMÔNIOS NATURAIS E ARQUITETÔNICOS, ALÉM DE UMA DAS SETE NOVAS MARAVILHAS DO PLANETA.

Ilha Grande – Rio de Janeiro

Situada na Costa Verde do Rio de Janeiro, a Ilha Grande é a maior ilha do estado e uma das mais belas paisagens naturais do Brasil. Dona de uma paisagem deslumbrante, possui mais de 100 praias, enseadas de águas calmas e uma grande extensão de Mata Atlântica.

Conhecida desde o séc. XVI, índios, portugueses, piratas, escravos, prisioneiros famosos e até D. Pedro II, todos já passaram pela ilha, fazendo dela um palco privilegiado da história brasileira.

O Expedições mostra esta joia do litoral fluminense e parte de sua rica história. A viagem começa pela face da ilha voltada para o continente, onde localiza-se a enseada do Abraão, que abriga a maior vila da Ilha Grande e que recebe centenas de barcos e turistas.

De Abraão, a equipe percorreu algumas das trilhas que cortam a Ilha Grande e a área do Parque Estadual, onde se encontram as ruínas do Lazareto, o hospital construído pelo imperador, as ruínas da Colônia Penal, que abrigou presos políticos famosos, e as praias deslumbrantes de Dois Rios, Lopes Mendes e Caxadaço.

O programa mostra também como a desativação do presídio e a maior abertura da ilha para o turismo afetou a sua conservação, e como as ameaças da degradação ambiental e da descaracterização da cultura caiçara vem sendo revertidas por ações de fiscalização, desenvolvimento do ecoturismo e valorização da cultura local.