Prefeitura anuncia metas para 2016

Prefeito promete erradicar as moradias em áreas de risco e criar 60 mil vagas em creches

por Ernesto Neves | 18 de Abril de 2012
Pedro Kirilos/RioturMorro Dona Marta, em Botafogo: casas em encostas são risco à população

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou um plano com 56 metas para serem cumpridas pelas secretarias municipais entre 2013 e 2016. Em ano de eleição municipal, o prefeito propôs medidas ambiciosas para o Plano Estratégico, que incluem a erradicação de moradias em área de risco, a redução do território ocupado por favelas em 5%, a criação de 60 mil vagas em creches e a construção de 100 000 unidades habitacionais. As metas traçadas atingem dez áreas, que incluem saúde, desenvolvimento social, meio ambiente e ordem pública.

Como mostra matéria de VEJA Rio desta semana, o Plano Estratégico foi elaborado através de pesquisa feita com 150 profissionais, entre empresários, artistas, médicos, arquitetos, políticos, economistas, jornalistas e publicitários. Entre os nomes que opinaram estão o humorista do Casseta e Planeta, Marcelo Madureira, a educadora Tânia Zagury e o empresário Ricardo Amaral. De acordo com o governo municipal, o plano custa no total 38 bilhões de reais, sendo que 14 bilhões são recursos dos cofres municipais e o restante, resultado de parcerias público-privadas. Conheça abaixo algumas das principais metas – e cobre as autoridades.

Saúde

Reduzir em pelo menos 25% até 2016 o tempo de espera nas emergências municipais.

Oferecer a até 70% dos cariocas o programa Saúde da Família.

Reduzir a taxa de mortalidade infantil para 10 bebês para cada 1000 nascimentos.

Educação

Garantir que ao menos 95% das crianças com 7 anos estejam alfabetizadas

Reduzir para menos de 5% a taxa de analfabetismo funcional entre alunos do 4° ao 6° ano

Criar 60 000 vagas para educação infantil

Transportes

Reduzir a taxa de acidentes com vítimas no trânsito  em, pelo menos, 15%, tendo como estatística o ano de 2008.

Integrar todos os meios de transporte público ao Bilhete Único

Modernizar 100% da frota de ônibus até 2016, adotando veículos com ar condicionado, motor traseiro, combustível verde e acessíveis a deficientes físicos

Habitação

Alcançar ao menos 5% de redução de áreas ocupadas por favelas

Garantir que até o fim de 2016 não haverá mais famílias vivendo em áreas de risco e encostas

Promover a contratação de 100 000 novas unidades habitacionais

Meio ambiente

Plantar 500 000 novas árvores

Coletar 25% de todo lixo reciclávle produzido na cidade

Reduzir em 16% a emissão de gases causadores do efeito estufa

Ordem Pública e Conservação

Revitalizar 700 000 metros quadrados de calçadas e 5 000 rampas

Manter um índice de apagamento dos postes inferior a 2%

Ter 14 Unidades de Ordem Pública implantadas

Desenvolvimento Econômico

Atrair pelo menos 1 bilhão de reais de investimentos de novas empresas no setor de Energia e Pesquisa

Aumentar a oferta de quartos de hotel em, pelo menos, 7 000 unidades

Elevar de 2,2% para 2,75% o total de pessoas empregadas em economia criativa

Desenvolvimento Social

Reduzir em pelo menos 50% a população carioca abaixo da linha de pobreza

Reduzir em 100% a pobreza entre a população que recebe o Bolsa Família

Anúncios

Paes promete Plano Estratégico 2013-2016

Pela primeira vez, o prefeito Eduardo Paes vai usar os Galpões da Gamboa — ao lado Vila Olímpica da Gamboa — para um evento da prefeitura, no caso, a apresentação do Plano Estratégico 2013-2016, na próxima terça-feira, dia 17. A ideia é mostrar que o Rio está se preparando para as Olimpíadas de 2016, apesar de ainda faltar muita coisa para ser feita em quatro anos.

Diz o convite:

“O Rio de Janeiro está se transformando na cidade em que todos os cariocas gostariam de viver, onde o desenvolvimento é crescente e a desigualdade social cada vez menor. A oportunidade é única, mas é preciso planejar. Por isso, aguardamos sua presença para conhecer o Plano Estratégico do período 2013-2016. O projeto que vai ajudar a seguirmos construindo juntos o Rio de Janeiro que tanto queremos.”

Fortalezas cariocas

Encravados entre o mar e as montanhas, os fortes do Rio protegeram a cidade de invasões estrangeiras por mais de 300 anos e hoje funcionam como áreas de lazer e turismo
Desde que foi fundado, em 1565, o Rio esteve por séculos na mira de invasores europeus. Em busca das riquezas do novo mundo, os franceses chegaram a fundar uma colônia por aqui, a França Antártica, e desembarcaram com 5 000 homens na cidade em 1711. Todos os invasores acabaram expulsos pelos portugueses, façanha que não teria sido possível sem a proteção dos fortes. Sólidas construções encravadas na rocha, as fortalezas vigiavam a entrada de embarcações e, a qualquer sinal de invasão, disparavam seus poderosos canhões. Se a localização privilegiada antes servia para vigiar a cidade, agora permitem aos visitantes contemplar as mais belas paisagens cariocas, incluindo ângulos privilegiados do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar. Visitar as fortificações é como voltar para os tempos do Brasil colonial, sendo possível ver armamentos, utensílios e roupas usadas pelos militares naquele passado distante. Para ajudar nessa verdadeira aula de história, listamos abaixo as atrações dos fortes cariocas.

Fortaleza de São João

Construído junto com a fundação do Rio, em 1565, o forte inicialmente simples protegia o novo povoado. Encravado entre os morros Cara de Cão e do Pão de Açúcar, fica bem na entrada da baía de Guanabara e dali os militares tinham visão privilegiada tanto do mar quanto de Niterói. Transformado em museu, pode ser percorrido em 1h30 com ajuda de um guia e a caminhada passa por locais como a casamata, galeria subterrânea  usada para abrigar canhões que chegavam a pesar 25 toneladas. Onde: Avenida João Luis Alves, s/nº, Urca. As visitas devem ser agendadas previamente, pelo telefone 2586-2291 ou através do email sitiohistorico.ssj@gmail.com e acontecem de terça a domingo, das 9h30 às 12h e das 13h30 às 16h.

Forte de Copacabana

Mais recente fortificação construída, foi inaugurado em 1914 para melhorar a defesa do litoral carioca e funcionou até 1987. Apesar de ficar na agitada divisa entre Copa e Ipanema, quem passeia por ali ouve apenas o barulho das ondas quebrando nas pedras e pode admirar a vista de toda a orla da região. Silêncio que é ideal para as aulas de Tai Chi Chuan, realizadas ali pela manhã nas terças e quintas. A caminhada dura cerca de 1h e pode terminar na Confeitaria Colombo ou no Café 18 do Forte, ambos com mesas de frente para o mar e deliciosas opções de sanduíches e doces. Nos finais de semana, quando recebe até 11 mil visitantes, acontecem apresentações de MPB e chorinho (confira aqui a agenda de abril). Onde: Avenida Atlântica s/n, Posto 6, Copacabana, tel. 2521-1032. De terça a domingo e aos feriados, das 10h às 18h. R$ 4,00.

Forte Duque de Caxias (Leme)

Construída entre 1776 e 1779, a fortificação passou por reformas e foi reinaugurada há dois anos. Com 12 hectares de mata atlântica e uma vista privilegiada, o forte localiza-se no alto do morro do Leme. Para chegar ao topo, percorre-se uma estrada de paralelepípedo de 800 metros e, quem não puder, ou quiser subir a pé, conta com a ajuda de carrinhos elétricos durante os finais de semana. Do alto, avista-se o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea e toda a orla de Copacabana. A paisagem de tirar o fôlego inclui ainda o Pão de Açúcar, a entrada da Baía de Guanabara e Niterói. Outra atração são os micos, que, sem nenhuma cerimônia, saem da mata e chegam bem pertinho dos visitantes. Onde: Praça Almirante Júlio de Noronha, s/nº, Leme, tel. 3223-5076. De terça a domingo, das 9h30 às 16h30. R$ 4,00.

Fortaleza de Santa Cruz da Barra

Do outro lado da Baía de Guanabara, foi edificada onde encontra-se o atual bairro de Charitas, sendo um dos pontos turísticos mais visitados de Niterói. Obra realizada por franceses no ano de 1555, o forte foi tomada pelos portugueses após sucessivas batalhas em 1567. Nos séculos seguintes, tornou-se um dos principais edifícios militares do Brasil, protegendo o embarque do ouro vindo de Minas Gerais a caminho da Europa. A sólida edificação já foi usada como prisão, onde presos importantes como José Bonifácio eram mantidos isolados. A visita inclui salas sombrias, que entre 1831 e 1911 foram usadas como centros de tortura. Onde: Avenida do Forte, s/nº, Charitas, tel. 2711-0462.